- O artista Ryan Preciado apresenta Diary of a Fly, sua exposição na Hollyhock House, obra de Frank Lloyd Wright, em East Hollywood, Los Angeles.
- A mostra reúne esculturas em aço polido, tapeçarias e móveis com influência do design Memphis, integrando-se aos interiores do edifício modernista.
- O eixo criativo, segundo o artista, são suas “esculturas inseguras” que precisam ser úteis, incluindo mobiliário para tornar a experiência mais acessível.
- A mostra sucede a estreia institucional So Near, So Far no Palm Springs Art Museum, em 2024, que explorou a figura do carpinteiro Manuel Sandoval que trabalhou com Wright.
- O projeto também envolve colaborações, como pinturas de Matt Connors, uma partitura de Spencer Gerhardt e têxteis criados com uma família em Oaxaca.
Ryan Preciado traz em Diary of a Fly uma leitura contemporânea da Hollyhock House, de Frank Lloyd Wright, em East Hollywood. A mostra reúne esculturas em aço de alto brilho, tapeçarias e móveis com referências ao design Memphis, dialogando com a obra modernista do imóvel.
Localizada em um patrimônio mundial da UNESCO, a Hollyhock House acolhe as obras do artista de Los Angeles, que já apresentou trabalhos em Palm Springs, Hammer Museum e galerias na cidade. A curadoria envolve a integração entre objetos funcionais e esculturas.
A exposição revela a prática de Preciado, que soma carpintaria, história de materiais e cenas cotidianas para repensar o espaço. As peças convivem com a arquitetura, sem destoar do ritmo de luz e sombra do interior.
Sobre a mostra e a produção: a apresentação inclui também mobiliário, têxteis e peças de design, ampliando o conceito de objeto artístico. O conjunto sugere uma leitura da casa como colaboradora do trabalho, não apenas cenário.
A série de trabalhos anteriores mostra o percurso do artista. Em 2024, Diary of a Fly sucede o primeiro solo institucional, So Near, So Far, no Palm Springs Art Museum, que explorou a figura de Manuel Sandoval, Carpinteiro de Wright.
Conexões e colaborações: Preciado costuma inserir colegas em suas mostras, como pintores e compositores, ampliando o campo de diálogo entre artes visuais e música. A prática colaborativa é descrita pelo artista como forma de apoiar amigos.
Entre os itens da mostra, destacam-se esculturas de madeira, alumínio pintado e peças têxteis produzidas com uma família de Oaxaca, inspiradas em Bauhaus e no trabalho de Anni Albers. A fusão entre diferentes mídias aparece como eixo da curadoria.
O artista descreve a instalação da obra circular no pátio, identificada como o “motor” da mostra, inspirado por formas vistas em um canteiro de obras. O título Eight Different Ways resulta de uma conversa com um jovem trabalhador da construção.
A cidade de Los Angeles aparece como fonte de referência para Preciado, que usa trajetos entre oficinas, fábricas e estúdios para abastecer sua prática. Ele enfatiza a apropriação de materiais encontrados na região para criar novas peças.
Preciado observa que o Hollyhock House absorveu as cores do conjunto de forma natural, contribuindo para a leitura da exposição. O artista projeta sua próxima mostra com um viés mais experimental, mantendo a relação entre o técnico e o poético.
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