Uma loja de antiguidades na fachada, polaroids sem moldura nas paredes e miniaturas que parecem saídas de uma gaveta de lembranças. Em Dada, o artista Adam Milner transforma o caminho até a galeria em parte da obra — e usa a nostalgia como isca para uma pergunta maior: quem decide o que vale a pena […]
Uma loja de antiguidades na fachada, polaroids sem moldura nas paredes e miniaturas que parecem saídas de uma gaveta de lembranças. Em Dada, o artista Adam Milner transforma o caminho até a galeria em parte da obra — e usa a nostalgia como isca para uma pergunta maior: quem decide o que vale a pena guardar e o que se torna descartável?
Em cartaz na Yehudi Hollander-Pappi, nos Jardins, Dada reúne objetos comuns, coleções, fotos de arquivo pessoal e peças ligadas à memória do artista e de seu pai para dialogar com o dadaísmo e com a ideia de ready-made de Marcel Duchamp.
O resultado é uma espécie de arquivo afetivo montado à vista do público. Entre lembranças, quinquilharias e objetos quase anônimos, a exposição sugere algo desconfortavelmente simples: talvez o que chamamos de arte não esteja tão distante daquilo que normalmente deixamos esquecido no fundo de uma gaveta.











Local: Galeria Yehudi Hollander-Pappi – Al. Lorena, 1295 – Jardins
Horário: Ter. a sex., 11h às 19h; sáb. 11h às 17h. Até 14 de março
Preço: Grátis
Classificação: Livre
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