- O projeto *Our Cow Angus* da MSCHF ficou no ar entre 2024 e 2026, prometendo salvar a vida da vaca Angus caso tokens correspondentes a hambúrgueres e bolsas de couro fossem devolvidos pelo portal de remorso.
- Os compradores podiam comprar tokens, vendê-los e, se metade deles fosse devolvida até o dia 13 de março, Angus viveria o restante da vida em um santuário de animais.
- Nesta sexta-feira, os tokens devolvidos ultrapassaram cinquenta por cento, garantindo que Angus não fosse para o abatedouro.
- Apesar da vida da vaca ter sido poupada, o projeto gerou debates polarizados e não atingiu o objetivo de promover conversas significativas sobre bem-estar animal, indústria alimentícia ou moda.
- A crítica aponta que a discussão acabou ocorrendo mais em plataformas anônimas e que o experimento expôs falhas na comunicação pública, em vez de reduzir a distância entre consumidores e produtos.
MSCHF lançou o projeto Our Cow Angus, que permitiu aos compradores decidir o destino de uma vaca. A meta era conscientizar sobre direitos dos animais, mas acabou gerando discurso polarizado nas redes. Angus terá vida em santuário.
O projeto começou há dois anos, com a vaca angus comprada pela dupla. Os compradores podiam trocar tokens por resgate da vida de Angus ou vendê-los no mercado secundário, com remorso permitido via portal on-line.
Quem participa envolve a MSCHF, compradores dos tokens e público on-line. Em 13 de março, o grupo anunciou que a metade dos tokens havia sido devolvida, garantindo que Angus não seria abatido.
Angus passa a vida em santuário, conforme decisão dos 50% de devoluções. A organização informou que enviou fotos e atualizações aos compradores durante o andamento, além de informações sobre como retornar tokens.
Controvérsia e debates
O experimento gerou debates sobre o papel da arte na vida real e sobre a responsabilidade de projetos que envolvem animais. Comentários apareceram em Instagram, Discord e Reddit, com posições diversas sobre o tema.
O projeto também alcançou audiências globais, com discussões sobre consumo de carne, indústria da moda e ética ambiental. Autoridades e grupos de defesa animal alertaram para os riscos de usar animais como instrumento artístico.
MSCHF afirmou que o objetivo era criar um ecossistema em torno de Angus e aproximar compradores do impacto de suas escolhas. A empresa destacou que houve interação além dos tokens, com conteúdos gerados pelos participantes.
Desfecho e repercussões
Apesar da vida de Angus ter sido salva, muitos enxergaram o resultado como falha em promover diálogo substancial sobre direitos animais. A polarização ganhou espaço em plataformas anônimas, dificultando a compreensão pública do tema.
Ao longo do projeto, a equipe informou atualizações periódicas e lembrou como participar do remorso. Em resposta, alguns defenderam a necessidade de maior clareza sobre objetivos e impactos da arte com animais.
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