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Pinturas redescobertas de Michaelina Wautier vão a exposição em Londres

Michaelina Wautier, esquecida por séculos, recebe retrospectiva na Royal Academy of Arts de Londres, destacando The Triumph of Bacchus e The Five Senses

Little is known about Michaelina Wautier, whose self-portrait (around 1650) is on show at the Royal Academy of Arts
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  • Michaelina Wautier, pintora barroca do século XVII, foi redescoberta após um encontro em Viena em 1993, levando à descoberta progressiva de novas obras.
  • A Royal Academy of Arts, em Londres, dedica a mostra a cerca de vinte e cinco trabalhos da artista, incluindo The Triumph of Bacchus e The Five Senses, obras recentemente desenterradas.
  • A exposição fica em cartaz de 27 de março a 21 de junho, com obras de museus como o Kunsthistorisches Museum e coleções privadas.
  • A curadoria destaca a versatilidade de Wautier, que pintava retratos, naturezas-matas, pinturas históricas e cenas de gênero, embora pouco se saiba sobre a vida da artista.
  • O objetivo da exposição é avançar na reconstrução de sua obra, com a expectativa de que mais peças sejam identificadas no futuro.

A London recebe a maior mostra já dedicada a Michaelina Wautier, pintora barroca cuja obra foi esquecida, escondida ou atribuída a homens por séculos. A exposição reúne 25 pinturas e promete redefinir a biografia da artista nascida por volta de 1614.

A retrospectiva ocorre no Royal Academy of Arts (RA) e destaca a dimensão da sua produção, que abrange retratos, naturezas-m-mortas, cenas históricas e gêneros. Entre as peças-chave está *The Triumph of Bacchus*, de cerca de 1655-1659, cedida pelo Kunsthistorisches Museum.

Outra highlight é o conjunto intitulando *The Five Senses* (1650), cuja existência só era conhecida por uma ilustração em catálogo de leilão de 1975. Além disso, está em exibição a obra inédita recente *Five Senses* e outras pinturas resgatadas ao longo das últimas décadas.

Descoberta e recuperação

A trajetória de Wautier ganhou fôlego em 1993, após um encontro em Viena entre a especialista Katlijne Van der Stighelen e uma enorme cena de Bacchanália. A partir disso, iniciou-se uma busca que levou à primeira grande mostra da artista, em Antwerp, em 2018.

Van der Stighelen descreve a redescoberta como um processo de décadas, que revelou uma artista com vida longa e produção estimada em várias obras ainda não identificadas. O interesse cresceu conforme novas pinturas iam surgindo no circuito artístico.

Sobre a artista

Pouco se sabe sobre a formação de Wautier, que provavelmente nasceu em Mons e viveu em Bruxelas. Era irmã de Charles Wautier, também pintor, o que sugere possível compartilhamento de ateliê e formação no exterior. Ela atuou em múltiplos gêneros, algo incomum entre mulheres da época.

Domercq, curador do RA, destaca a natureza pouco convencional da pintora para o período, que abrangia retratos, naturezas-m-mortas e cenas históricas. O catálogo da mostra aborda a complexidade de sua carreira e a persistência de atribuições incorretas ao longo do tempo.

A exposição no RA

A obra *The Triumph of Bacchus* tem passado por diferentes leituras ao longo do tempo, incluindo atribuições a escolas vizinhas ou a cópias. A curadoria atual busca atribuir com maior precisão o papel autoral de Wautier, com base em indícios técnicos e pesquisas de pigmentos.

A mostra no RA não apenas apresenta pinturas, mas também discute a técnica de Wautier, como a paleta reduzida em algumas obras e o uso de ilusões ópticas para alcançar coloridos perceptíveis. O foco está na qualidade e na originalidade de sua pintura.

O que esperar da mostra

Entre as peças em exibição estão títulos que antes se viam apenas em referências, agora mostrados ao público britânico. A curadoria enfatiza a importância de reescrever uma parte da história da arte com base em evidências e novas descobertas.

O Royal Academy of Arts destaca que a retrospectiva é uma etapa para consolidar a posição de Wautier entre os grandes nomes do Barroco. A mostra permanece em cartaz de 27 de março a 21 de junho, em Londres.

Fonte e contexto

A exposição reúne obras do Kunsthistorisches Museum e de coleções privadas, com empréstimos que ampliam o eixo temático da artista. A curadoria enfatiza que futuras descobertas podem ampliar ainda mais o conjunto de obras atribuídas a Wautier.

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