Um relatório do guia gastronômico TasteAtlas reuniu as melhores comidas de rua da América do Sul, e o Brasil apareceu na lista com a coxinha no top 10. Ao longo do ranking, também entraram o bolinho de bacalhau, pamonha e acarajé. A lista teve forte domínio do Peru e da Argentina, principalmente nas 10 primeiras […]
Um relatório do guia gastronômico TasteAtlas reuniu as melhores comidas de rua da América do Sul, e o Brasil apareceu na lista com a coxinha no top 10. Ao longo do ranking, também entraram o bolinho de bacalhau, pamonha e acarajé.
A lista teve forte domínio do Peru e da Argentina, principalmente nas 10 primeiras posições, principalmente com pratos à base de carne bovina.
Confira a seguir as 10 melhores comidas de rua da América do Sul, segundo o TasteAtlas:
1. Anticuchos de corazón – Peru

A medalha de ouro ficou com os peruanos e o prato anticuchos de corazón, uma espécie de espetinho de coração. Diferentemente do costume mais comum no Brasil, com coração inteiro de galinha, no Peru a receita é feita com coração de boi cortado em cubos.
O coração é temperado com ají panca, alho, cominho, orégano, vinagre, sal e pimenta, depois vai ao espeto e à grelha. Em lugares mais tradicionais, a carne ainda fica algumas horas marinando antes do preparo.
Ele também virou um símbolo da comida popular no Peru porque, além de aparecer em restaurantes, é fortemente associado às anticucheras, barracas e vendedoras de rua que prepararam e popularizaram o prato ao longo do tempo, especialmente em Lima.
2. Empanadas Tucumanas

Uma versão mais tradicional de um dos pratos mais famosos da Argentina são as empanadas tucumanas, que surgiram na província de Tucumán.
A principal diferença em relação à empanada mais comum está na massa, que é mais encorpada e dourada, e no recheio, mais suculento. Por isso, a versão tucumana acaba sendo uma opção mais robusta para quem quer uma empanada mais recheada em uma única unidade.
No geral, o prato segue a base das empanadas mais conhecidas, com recheio de carne bovina, bastante cebola, ovo cozido, cebolinha e cominho.
Tucumán, inclusive, abriga a cidade de Famaillá, considerada a capital das empanadas e sede da Fiesta Nacional de la Empanada, realizada desde 1979.
3. Empanadas Argentinas – Argentina

Mesmo atrás da versão mais robusta no ranking, as empanadas argentinas seguem entre os destaques da lista e aparecem como uma das comidas de rua mais comuns e populares do país. O prato consiste em pastéis salgados feitos com massa dobrada sobre o recheio, que pode ser assado ou frito, embora a versão assada seja a mais comum.
A versão mais tradicional leva carne bovina, mas os ingredientes variam bastante de uma região para outra. Entre os recheios mais comuns estão carne picada, cebola, ovo cozido, azeitona, queijo, milho e temperos.
A história do prato é frequentemente associada à mistura entre massas de origem árabe e influências espanholas trazidas pela colonização. Hoje, a empanada já virou um símbolo da gastronomia argentina, com variações de acordo com cada região.
4. Anticuchos de pescado – Peru

Voltando aos anticuchos, que ficaram no topo do pódio, a versão peruana dessa variação troca a carne por peixe nos palitos de madeira. O prato costuma ser preparado com cubos de peixe, geralmente de carne branca e firme, levados à grelha ou à brasa.
O preparo leva uma marinada de alho, páprica, sal, vinagre, limão, óleo, cominho e pimenta-do-reino, que dá ao prato um sabor cítrico bastante comum nas receitas com frutos do mar. Na forma mais tradicional de servir, ele vem acompanhado de batata cozida em fatias grossas, milho, alface, molho de ají amarillo e limão para finalizar.
Ele é uma das variações de anticucho mais populares no Peru, principalmente nas regiões litorâneas, onde o contato com peixes sempre foi mais presente.
5. Choclo con Queso – Peru

Ainda no Peru, um prato que chama atenção pela simplicidade e pela combinação de ingredientes é o choclo con queso, que nada mais é do que milho de grãos grandes servido com queijo fresco, derretido ou apenas acompanhado ao lado.
O principal diferencial do prato está justamente no milho peruano, chamado de choclo em espanhol. Essa variedade andina tem grãos maiores, textura macia e sabor suave, além de ser menos doce que o milho convencional.
O milho é cultivado no Peru há milênios, e o prato ficou conhecido justamente por representar essa herança andina em uma preparação simples, muito ligada à cultura local.
6. Sandwich de lomo – Argentina

Voltando aos argentinos, temos o sándwich de lomo, também chamado de lomito, muito popular na região de Córdoba. A versão mais conhecida leva filé bovino grelhado no pão, com presunto, queijo, alface e ovo, embora muitas receitas também incluam tomate, cebola, maionese e chimichurri.
O prato ficou muito ligado a Córdoba porque virou um dos grandes clássicos da culinária local, presente principalmente em lanchonetes e nas “lomiterías”, estabelecimentos especializados no sanduíche que se tornou uma comida típica da cidade.
Assim como as empanadas, o lanche também tem um festival próprio, o Festival Nacional del Lomito, realizado na própria província de Córdoba. Além de celebrar a tradição gastronômica local, o evento também reúne shows e outras atrações.
7. Coxinha – Brasil

Estreando o país na segunda metade da lista, o Brasil aparece com um de seus pratos mais conhecidos: a coxinha. O salgado é feito com massa de farinha de trigo cozida em caldo, recheada com frango desfiado e bem temperado, moldada no formato característico com ponta, empanada e frita.
Com o tempo, o prato virou um símbolo nacional e passou a ganhar novas versões, seja com outros tipos de carne ou com ingredientes adicionais, como o catupiry, combinação que se tornou uma das mais conhecidas. No fim, a coxinha também abriu caminho para outras variações de salgados no Brasil.
Sobre a origem da coxinha, não há consenso exato. Algumas das versões mais difundidas ligam o salgado ao interior de São Paulo e à família imperial, enquanto outra aponta que ele se popularizou no século XIX, durante a industrialização paulista, como uma opção mais prática, barata e durável para vender aos trabalhadores.
8. Papa rellena – Peru

Um equivalente peruano da coxinha é a papa rellena, prato feito com massa de batata cozida e recheada, moldada em formato oval e depois frita até ficar dourada.
O recheio mais comum leva carne bovina, cebola e cominho, e muitas versões também incluem ovo cozido e azeitonas. No Peru, ela costuma ser servida com salsa criolla, uma espécie de vinagrete bastante comum em outras regiões da América do Sul.
Sobre a origem, a história remonta a 1879, durante a Guerra do Pacífico, quando soldados peruanos precisavam de uma comida prática, fácil de transportar e que sustentasse durante as marchas. Desse contexto teria surgido a ideia de envolver o recheio de carne em batata.
9. Choripán – Argentina

Um dos lanches mais conhecidos da Argentina é o choripán, nome que une as palavras chorizo (linguiça), e pan (pão)
A receita mais tradicional leva linguiça do tipo chorizo grelhada no pão, geralmente crocante ou no estilo francês. Entre os acompanhamentos mais comuns estão o chimichurri e, em muitas versões, a salsa criolla.
O prato ficou conhecido pela ligação com o asado argentino e com a comida vendida nas ruas, em feiras e nos arredores de estádios. Mais do que um lanche qualquer, o choripán ganhou força em eventos coletivos e populares, o que ajudou a ampliar sua fama.
10. Picada Colombiana – Colômbia

Fechando o top 10 com um país que ainda não tinha aparecido na lista, a Colômbia entra com a tradicional picada colombiana, que, diferentemente dos outros pratos citados, não é uma comida para comer com as mãos.
O prato é uma travessa de carnes que reúne pedaços de carne bovina, porco, frango, chorizo, morcela, torresmo, arepas, batata, mandioca, banana-da-terra e, em alguns casos, guacamole, com ingredientes fritos ou grelhados.
O prato ficou conhecido justamente pelo caráter coletivo, já que reúne vários alimentos em uma mesma travessa, geralmente servida em porções grandes e muito presente em reuniões de família, almoços de domingo, comemorações e também na comida de rua.
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