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Críticos divergem sobre o Greater New York no MoMA PS1, foco na fragilidade

Greater New York aborda fragilidade urbana e precariedade em Nova York, com foco em Queens e a promessa de esperança sob Mamdani

The Cevallos Brothers' 2026 mural *Greater New York*, along with fields harrington's *Unfree Free Time (Bike Rental)*, 2026, at Greater New York.
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  • Greater New York 2026, sexta edição do projeto em MoMA PS1, celebra o aniversário de cinquenta anos da instituição e reúne 53 artistas, com curadoria interna.
  • A mostra discute vulnerabilidade e precariedade na cidade de Nova York, em especial relação a infraestruturas e sistemas de apoio deteriorados.
  • Red Canary Song apresenta Dim Sum Constellations e obras relacionadas em Queens (Touch the Heart, 8Lives), destacando questões de trabalho sexual, memória comunitária e violência policial.
  • Apenas um artista falecido participa da edição: o pintor Jay Carrier, marcando uma diferença em relação à edição de 2021.
  • Entre as obras, destacam-se Pombo (Tejiendo el guayabo) pela tessitura de fios que sugerem a fragilidade das comunidades imigrantes, e Klockner (Glottoplasty), instalação sonora contundente que contrasta com a quietude de outras peças.

MoMA PS1 apresenta Greater New York, edição de 2026, com 53 artistas que vivem e atuam nos cinco distritos de Nova York. A mostra coincide com o cinquentenário do museu e é organizada pelo próprio corpo curatorial da instituição, sem participação de colaboradores externos. O evento reúne trabalhos que exploram vulnerabilidade, fragilidade de infraestruturas locais e dessensibilização de sistemas de apoio, traçando um retrato da cidade contemporânea.

Texto de apresentação da mostra aponta Nova York como cenário histórico, pano de fundo e motivo de criação. O debate interno entre críticos revela leituras distintas sobre o tom da exposição: alguns veem tom melancólico, outros enxergam espaço para otimismo ativo sob a liderança de MaDani? (com foco na pergunta), com referências ao contexto recente da cidade.

Entre as obras em foco, destaca-se a intervenção de Red Canary Song, coletivo de Flushing que apoia trabalhadoras sexuais migrantes. A instalação Dim Sum Constellations reproduz mesas redondas com itens que remetem a parcerias entre alimento, toque e desejo, conectando a vida cotidiana de bairros de Chinatown a questões de direitos e dignidade. A curadoria enfatiza o vínculo entre a cultura de rua de Queens e a institucionalização museológica.

Fragilidade de materiais e presença local

A recuperação estética de materiais frágeis aparece em várias obras, com destaque para as esculturas de Louis Osmosis, que combinam objetos como máquinas registradoras antigas e peças de sinalização descartadas. Em contraste, a instalação da artista Mekko Harjo transforma uma galeria em um bar de Bushwick, com vídeos de karaoke e confetes, criando uma ambientação que pode parecer festiva, mas carrega traços de perda temporal.

Em outra linha, Jay Carrier (Wolf Clan, Onondaga/Tuscarora Nations) traz uma pintura abstrata de grande formato que dialoga com conceitos de industrialização e poluição, evocando uma atmosfera de deslembrança associada a obras públicas históricas. A curadoria também apresenta trabalhos envolvendo comunidades palestinas, árabes e migrantes, ampliando a visão de Nova York como cidade conectada ao mundo.

Representações de identidades e espaços da cidade

Coumba Samba apresenta uma instalação que usa cores e formatos simples para provocar reflexão sobre símbolos nacionais e identidades. A obra convida o público a questionar significados atribuídos às cores, explorando a ideia de que símbolos podem ter leituras diferentes conforme o contexto.

A mostra também traz trabalhos de María-Elena Pombo, com teias de malha em tom avermelhado que pendem de estruturas metálicas, sugerindo uma leitura de vulnerabilidade das comunidades imigrantes. Em contraste, Coco Klockner oferece Glottoplasty, uma instalação sonora intensa que utiliza caixas de armazenamento com sons perturbadores, aproximando arte e experimentação vocal.

Perspectivas locais e globais

A curadoria enfatiza o deslocamento da cidade para o cenário global, com obras que dialogam com comunidades de Nova York e com realidades em regiões como Palestina, China e América Latina. O recorte regional é complementado por imagens que cruzam fronteiras, incluindo representações de pessoas e espaços que conectam Nova York a contextos internacionais.

Os artistas presentes refletem sobre a vida cotidiana da cidade em 2026, destacando temas como sobrevivência, redes de apoio e identidades diversas. Embora a curadoria tenha optado por um tom que flerta com a fragilidade da vida urbana, alguns trabalhos sugerem uma tensão entre pessimismo e resiliência, sem adotar uma conclusão única.

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