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Exposição de Nina Pandolfo envolve visitantes em imaginação lúdica

Portais, de Nina Pandolfo, no Farol Santander, combina desenhos, pinturas e instalações imersivas, aproximando o público de seu universo lúdico tridimensional

Obra de Nina Pandolfo que está na mostra 'Portais', no Farol Santander
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  • A exposição Portais de Nina Pandolfo abre nesta sexta-feira, no Farol Santander, reunindo desenhos, pinturas, grafites e instalações imersivas.
  • A mostra envolve a tridimensionalização de imagens, com objetos do cotidiano ganhando materialidade no espaço, como um sofá em forma de coelho e gatos monumentais que acolhem o visitante.
  • O percurso funciona com obras de diferentes momentos da carreira da artista, incluindo desenhos antigos de 1981 a 1982, além de murais no espaço urbano.
  • Pandolfo utiliza a projeção videomapping e explora a relação entre plano bidimensional e realidade para ampliar o universo de suas figuras lúdicas.
  • A proposta é provocar outra forma de percepção, convidando o público a atravessar o portal da racionalidade e imaginar, especialmente ao registrar a ideia de que objetos familiares podem surpreender.

A exposição Portais, de Nina Pandolfo, abre nesta sexta-feira (17) no Farol Santander. A mostra reúne pinturas, desenhos, grafites e instalações imersivas que conectam o plano bidimensional ao espaço real, oferecendo uma leitura lúdica da imaginação da artista.

A visitante é convidada a percorrer um universo onde objetos do cotidiano ganham protagonismo. Um sofá em formato de coelho, cabeças de gatos grandes, nuvens e vestidos parecem sair das telas e ganhar materialidade no ambiente.

Os trabalhos destacam uma construção de imagens em que figuras com olhos grandes, hair desdobrando-se em formas arbóreas, aparecem em diferentes suportes. A copa de árvore de plástico com as mesmas cabeças surge como extensão da pintura.

A curadoria aponta que a mostra não segue uma linha cronológica única, mas gestos da trajetória de Pandolfo. A árvore reaparece como síntese entre passado e presente, sustentando o que se vê na superfície das obras.

A exposição também mantém a tradição da artista de aproximar o público da arte por meio da rua. Grafites, murais urbanos e a participação em intervenções teatrais moldaram o relacionamento com o espaço público, hoje ampliado pelas instalações imersivas.

Ao longo do percurso, objetos familiares viram portal de percepção. Gatos monumentais retornam à cena, agora com um filhote, para inverter a lógica de interação: é o visitante que é acolhido pela obra.

Nina Pandolfo, grafiteira reconhecida desde os anos 1990, observa que a cidade funciona como palco para a experiência compartilhada. A mostra utiliza a técnica de videomapping para ampliar o efeito imersivo, mantendo o foco na ideia de que a percepção pode transcender a linguagem verbal.

“A criança naturalmente atravessa o portal da racionalidade; o adulto precisa reaprender a imaginar”, afirma a artista. Os olhos expressivos, presentes desde os primeiros desenhos, aparecem como marca de assinatura e como veículo de comunicação não verbal.

Portais e trajetória

A curadoria enfatiza que a exposição está centrada na imaginação ampliada por instalações, sem excluir elementos de seu ponto de partida na ilustração. Diversos trabalhos inéditos ajudam a conduzir o visitante por esse mundo em expansão.

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