- Brasília completa 66 anos na próxima terça-feira, e a cidade revela belezas e histórias além dos pontos mais conhecidos.
- O Centro Cultural TCU ganhou presença pela exposição de Tarsila do Amaral, em cooperação com MASP, Pinacoteca e MAC-USP, atraindo mais de 26 mil visitantes em dois meses.
- A proposta é qualificar a programação, democratizar o acesso à arte e descentralizar os circuitos culturais, com shows, dança, cinema e cooperações com instituições nacionais.
- Casa Niemeyer, residência de Oscar Niemeyer, integra o patrimônio da Universidade de Brasília e funciona como centro cultural, aberto de terça a domingo.
- A Caixa Cultural Brasília, inaugurada em agosto de 1980, mantém cinco galerias, teatro, oficinas e o Jardim das Esculturas, preservando a memória cultural da cidade.
Entre a curva e o horizonte: histórias de uma Brasília em transformação. Em menos de uma semana, a cidade completa 66 anos. A reportagem percorre espaços que revelam a Brasília além do eixo monumental, entre modernismo e cultura viva.
A cidade é descrita por quem a vive como um mosaico de lugares ainda a descobrir. O Plano Piloto, símbolo do urbanismo de Lucio Costa, convive com áreas onde a modernidade encontra tradições locais. Na prática, isso se traduz em trajetos que conectam arquitetura, parques e expressões artísticas.
O que houve é uma continuidade de oferta cultural que ganha destaque. Espaços públicos e privados ampliam o acesso à arte, desdobrando-se em exposições, debates e visitas mediadas. A cidade projeta-se como polo cultural com impacto regional.
Riqueza artística e cultural
Brasília ganha projeção com o Centro Cultural TCU, que viu o fluxo de visitantes crescer desde 2025. A diretora-geral do ISC aponta a estratégia de grandes exposições e parcerias com acervos renomados como motor dessa expansão. Em 2026, a mostra de Tarsila do Amaral atraiu milhares de visitantes em curto espaço de tempo.
Intercâmbios com museus como MASP, Pinacoteca e MAC-USP elevam o padrão das mostras. Em diversas ocasiões, obras de Dalí, Di Cavalcanti e Portinari passaram pela capital, fortalecendo o diálogo entre o local e o global. A meta anunciada é qualificar a programação e democratizar o acesso à arte.
A arquiteta Stephane Costa, 23 anos, descreve a experiência de visitar o espaço como inspiração diária. Para ela, morar em uma cidade com uma vida cultural ativa muda a percepção do cotidiano, incentivando a produção de fotografias e registros de cenas menos óbvias.
Centros culturais e formatos de visita
O Centro Cultural TCU oferece educação especializada por meio do Diálogos Visuais, com foco em estudantes em preparação para o PAS da UnB. Há visitas mediadas para o público surdo às quintas e aos sábados, além de programação sazonal com edições de férias e o Museu do TCU.
A proposta inclui shows, dança, palestras e cinema. O espaço recebe visitas de escolas com agendamento, além de horários fixos para o público espontâneo nos fins de semana. O objetivo é ampliar o alcance da cultura regional e promover intercâmbios.
A casa como patrimônio
A Casa Niemeyer, residência de Oscar Niemeyer para uso próprio, revela uma faceta menos conhecida do arquiteto. Construída em estilo colonial, hoje integra o patrimônio da UnB e funciona como centro cultural. Localizada no Park Way, recebe público de terça a domingo, das 9h às 19h, com exposições diversas.
Essa face de Niemeyer dialoga com a ideia de Brasília como museu a céu aberto. A Casa Niemeyer representa a vivência cultural que se estende além do eixo central, conectando visitantes a programas educativos e mostras de arte.
Memória e identidade
Para a fotógrafa Esther da Silva Oliveira, a cidade é lugar de pertencimento e identidade. Sua atuação como profissional de casamentos a levou a explorar cenários que expressem a brasilidade local, incluindo cantos entrequadras e espaços menos óbvios. Espaços como a Caixa Cultural Brasília ganham significados ampliados em sua percepção.
A Caixa Cultural, primeira instituição cultural criada pelo banco em Brasília, abriga cinco galerias, um teatro, salas de oficina e o Átrio dos Vitrais. Localizada na sede da instituição, a Caixa mantém programação contínua que atrai visitantes de diversas idades.
Serviço e acesso
A Caixa Cultural fica na SBS – Quadra 4 – Lotes 3/4. O horário de visitação vai de terça a sexta e domingo, das 13h às 21h, e aos sábados das 9h às 21h. Estacionamento é gratuito aos fins de semana e feriados, com disponibilidade de terça a sexta a partir das 18h.
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