- O undercroft do Queen Elizabeth Hall, no Southbank Centre, tornou-se espaço de skate nos anos setenta e continua ativo.
- Para celebrar cinquenta anos, o Southbank Centre apresenta a exposição Skate 50, de 30 de abril a 21 de junho.
- A mostra foi desenvolvida com a comunidade local e traz filmes, imagens de arquivo e fotografia.
- Oficinas reuniram diferentes gerações para identificar momentos importantes da história do espaço.
- A exposição valoriza a importância cultural e comunitária do skate e a preservação de espaços de prática, como consequência de lutas de grupos de skatistas.
O undercroft do Queen Elizabeth Hall, no Southbank Centre, começou a receber skatistas na década de 1970. Agora, ele chega aos 50 anos com uma exposição que celebra sua contribuição à cultura e à comunidade. Skate 50 reúne imagens, vídeos e filmes que registram meio século de história.
Shane O’Brien, que começou a andar de skate no local em 1975, aos 10 anos, integrou o grupo de frequentadores apenas após um rito de iniciação em 1983. Hoje, aos 60 e poucos, ele considera o South Bank sua segunda casa.
O espaço foi ganho por acaso. Ao nascer o Queen Elizabeth Hall nos anos 60, ficou um hall subsolo aberto ao público, com platôs e rampas de concreto usados de forma espontânea pelos skatistas a partir da década de 70. Hoje, o som dos skates denuncia a presença constante no entorno.
A curadoria e o alcance da exposição
Neil Ellis, skatista e porta-voz da Skateboard GB, explica como os espaços aparecem naturalmente para a prática. A curadoria contou com a participação de moradores da comunidade local e de equipes envolvendo cineastas e artistas. A mostra reúne material de arquivo, fotografia e filmes, incluindo nomes como Dan Magee, Jack Brooks e Lev Tanju.
Cedar Lewisohn, curador de design do local, chama o projeto de prioridade na sua atuação na instituição. A ideia é combinar experiência de museu com a cultura de skate, destacando o aspecto comunitário do espaço. Para ele, o lugar mantém uma aura quase espiritual pela localização junto ao rio.
A parceria com organizações de defesa do espaço, como Long Live Southbank, foi decisiva para a continuidade do ponto. Em 2013, a entidade atuou para evitar a demolição do espaço e garantir que o skate permanecesse acessível ao público, mesmo diante de pressões de mudanças urbanas.
Contexto histórico e impacto cultural
O skate moderno nasceu na Califórnia na segunda metade do século XX, como alternativa aos esportes aquáticos. A cultura ganhou força globalmente, com revistas, filmes e marcas associadas ao movimento. O South Bank é lembrado por muitos como berço do skate britânico.
O impacto local é destacado por moradores e frequentadores: a prática vira ponto de encontro, gerando comunidade e oportunidades para diferentes públicos. A prática, que ganhou espaço no esporte olímpico em 2020, atrai jovens e pessoas de diversas origens para o espaço público.
A exposição Skate 50 ocorre no subsolo do Queen Elizabeth Hall, em Londres, de 30 de abril a 21 de junho. O evento visa aproximar visitantes da história da pista e das experiências da comunidade que a sustenta há cinco décadas.
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