- Luke Kennard destaca três leituras: All In, de Claire Powell; Ghosts, de César Aira; e A Place of Greater Safety, de Hilary Mantel, além de mencionar o romance Black Bag, de sua própria autoria.
- Rosie comenta Jesus Christ Kinski, de Benjamin Myers, um romance sobre uma performance de Jesus, com abordagem sobre cultura de cancelamento e a visão do artista.
- Sophie Ratcliffe fala sobre The Aspern Papers, de Henry James, Antiquities and Other Stories, de Cynthia Ozick, e Calamities, de Renee Gladman, celebrando narrativas precisas e experimentais; ela recebeu o prêmio EM Forster este ano.
- Kate recomenda Flashlight, de Susan Choi, que acompanha o desaparecimento de um pai e investiga as histórias familiares, cultura japonesa, ocupação da Coreia e MS, sob a perspectiva da mãe e de uma jovem.
Em abril, escritores e leitores compartilharam as leituras que mais os marcaram. O destaque fica com obras de ficção contemporânea, biografias e literatura crítica, lembrando títulos que vão de romances de estreia a clássicos revisitados. A curadoria reúne observações sobre temas de identidade, memória e cultura pop, com variações de estilo e formato.
Luke Kennard, escritor
Kennard aponta All In, de Claire Powell, como leitura de destaque do ano, elogiando a construção de personagens sob pressão de um feriado inclusivo. Ele descreve a obra como um retrato ácido e afetuoso da modernidade inglesa. O livro é publicado pela John Murray, com preço de £18,99.
O autor também comenta Ghosts, de César Aira, traduzido por Chris Andrews, destacando o suspense de uma família que presencia fantasmas em um condomínio de luxo inacabado. Kennard recomenda a leitura como porta de entrada para a obra do escritor argentino, citado entre os favoritos de Roberto Bolaño.
Como segunda leitura paralela, ele comenta A Place of Greater Safety, de Hilary Mantel, obra sobre a Revolução Francesa. Em tom pessoal, menciona Camille, figura central da narrativa, comparando a estética do século XVIII com o imaginário de uma banda indie de Brooklyn.
Rosie, leitora do Guardian
Rosie descreve Jesus Christ Kinski, de Benjamin Myers, como leitura inusitada. O romance acompanha a visão de um filme sobre uma performance de Jesus, entre a encenação teatral de 1971 e uma reflexão autoficcional de um autor do Norte da Inglaterra assistindo a esse desempenho em 2021. A obra provoca reflexões sobre cultura de cancelamento e genialidade criativa.
A leitura é acompanhada pela possibilidade de assistir a um documentário de Peter Heyer, de 2008, disponível no YouTube, sobre a mesma performance. Rosie destaca o mergulho na mente de um ator talentoso porém egocênico, com identificação com o personagem mesmo em traços controversos.
Sophie Ratcliffe, escritora
Ratcliffe está escrevendo uma biografia imaginária inspirada em The Aspern Papers, de Henry James, elogiando a narradora obsessiva e a atmosfera de Veneza. Em paralelo, menciona Cynthia Ozick, cuja Antiquities and Other Stories é descrita como um mundo de gabinetes, listas e narradores afiadas.
Entre as leituras listadas, Ratcliffe cita Calamities, de Renee Gladman, obra poética e prosa que aborda a relação entre desenho e palavras. Cada capítulo começa com I began the day, conferindo um ritmo repetitivo e esperançoso ao livro.
Kate, leitora do Guardian
Kate aponta Flashlight, de Susan Choi, como leitura marcante. O romance parte do desaparecimento de um pai em uma praia, explorando histórias de origem, cultura japonesa, ocupação da Coreia e dinâmicas familiares diante de MS. A narrativa se desenrola pelos olhos da mãe e da filha, com uma personagem infantil complexa e marcante para a autora.
A obra utiliza uma progressão de tensão para revelar o que realmente aconteceu, mantendo o foco em relações familiares, memória e verdade.
Entre na conversa da comunidade