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Peckham 24: uma década com skatistas palestinos em imagens

Décima edição de Peckham 24 investiga o tempo na fotografia, com foco em jovens palestinos que praticam skate como resistência

Male and female teenagers relax on a bed together, looking to camera
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  • Peckham 24 celebra dez anos com a 10ª edição, explorando a relação entre fotografia e o tempo.
  • A mostra acontece de 15 a 17 de maio, no Copeland Park e no Bussey Building, em Londres, reunindo artistas emergentes e galerias.
  • As obras destacam temas como memória, espaço, vida em tempos de conflito e a transformação de comunidades ao longo de anos.
  • Destaques incluem projetos sobre juventude ucraniana em meio à guerra, vida rural na Escócia e a cidade de Londres, além de uma leitura sobre o Islante de Parliament House.
  • Destaque internacional: Maen Hammad documenta o trabalho de skatistas palestinos, conectando liberdade, espaço e resistência.

Peckham 24 comemora 10 anos com uma mostra que atravessa o tempo pela fotografia contemporânea. O festival, originado na periferia de Photo London, reforça o apoio a novos artistas e galerias de south London desde 2014. A edição de 2024 acontece entre 15 e 17 de maio, em Copeland Park e no Bussey Building, em Londres.

A programação reúne trabalhos que dialogam com memória, espaço e transformação. Entre as obras, ficam em evidência projetos que misturam imagens, textos e ephemera, explorando temas como comunidades rurais, juventude em tempos de conflito e a relação entre arquitetura e liberdade.

10ª edição: tempo, memória e território

A mostra contempla o conceito de tempo como fio condutor. Fotografias de diferentes gerações conversam com experiências de mudança social, urbanismo e vida cotidiana. A curadoria integra trabalhos de artistas emergentes e nomes já reconhecidos.

Maen Hammad, Landing, mergulha na realidade de jovens palestinos que praticam skate. A obra contrasta violência e alegria, destacando o espaço como elemento central da produção de liberdade. O projeto combina narrativa pessoal com vozes de skatistas.

Outra linha acompanha a ideia de memória doméstica. Vinca Petersen, Hulala, observa mudanças em uma comunidade rural na ilha de Skye, refletindo sobre independência, tradição e convivência. A mostra relaciona o íntimo ao coletivo ao longo de anos.

Max Ferguson apresenta The Tower Block, sobre o edifício-síntese da London College of Communication em Elephant and Castle. O trabalho documenta o fim de uma era com a mudança para um novo campus previsto para 2027.

Kristina Yenza, Younist, aborda a juventude ucraniana em meio à guerra. Em retratos e fragmentos, a série sugere presença e ausência, mostrando como o conflito molda gestos e planos para o futuro.

Julie F Hill apresenta Chasms, série que processa dados de telescópios espaciais para explorar profundidades do espaço e do tempo, em uma espécie de laboratório fotográfico digital. O resultado mistura ciência, estética e imaginação.

Mark Duffy, On Pugin, analisa a sujeira dos carpets do Parlamento, trazendo uma leitura social sobre uma instituição histórica. O título faz referência ao designer Augustus Pugin, conhecido por interiores vitorianos.

Chad Alexander, artista da Irlanda do Norte, foca nas relações entre pessoas e ambientes. Seu trabalho exemplifica o compromisso da Peckham 24 em oferecer espaço para experimentação e visibilidade internacional.

A 10ª edição reforça o papel da Peckham 24 como plataforma para mais de 200 artistas, abrindo portas para públicos globais. O festival mantém o foco em linguagem visual, potência experimental e diálogo entre gerações.

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