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Na Carnegie International, solidariedade é meio de sobrevivência

Carnegie International destaca a solidariedade como meio de sobrevivência, evidenciando obras que promovem cooperação coletiva diante de conflitos globais

A group of abstract textiles strung across a gallery.
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  • A Carnegie International de 2026, em Pittsburgh, reúne 61 artistas de diferentes regiões e enfatiza a solidariedade como prática coletiva.
  • Obras exploram cooperação e trabalho em grupo, incluindo performances que destacam o papel da união para alcançar feitos, como a dunk de Julius Erving mostrada em Be Holding.
  • O título da mostra, If the word we, reforça a ideia de identidade coletiva em vez de individual, conforme o texto curatorial.
  • Destaques incluem a tríade Sámi Hans Ragnar Mathisen, Joar Nango e Elle Márjá Eira; a instalação de Claudia Martinez Garay e Artur Kameya; e a revisita de Le Socialisme Africaine, de Georges Adéagbo, com foco em decolonização.
  • A exposição também aborda a abstração como processo coletivo, com trabalhos de Zhao Yao, RJ Messineo e o coletivo Silät, além de obras que ressaltam a ideia de solidariedade presente no espaço expositivo.

A notícia da mostra Carnegie International aborda solidariedade como prática de vida e de resistência. O evento, em Pittsburgh, reúne 61 artistas em uma edição que enfatiza o coletivo sobre o individual. O tema permeia obras desde performances até instalações.

Subtítulo: Coordenação e foco curatorial

A curadoria fica a cargo de Ryan Inouye e Liz Park, do Carnegie Museum, e Danielle A. Jackson, da New York’s Artists Space. O título If the word we, reforça a ideia de que não há autoria isolada, mas trabalho conjunto para enfrentar crises globais.

Subtítulo: Obras e formatos marcantes

Khalil Rabah apresenta Critical Interrogations: Renewed Belief (1997), com uma personagem erguida por outra em referência a resistência palestina. Shala Miller projeta Flight (2026), inspirado em Toni Morrison, em telas suspensas. Be Holding traz Julius Erving como estudo de cooperação.

Na prática, o grupo de artistas realiza ações no espaço, como na entrada do museu, com participação de Sámi Hans Ragnar Mathisen, Joar Nango e Elle Márjá Eira em Buolvvaiguin (With Generations). A obra dialoga com a relação entre territórios nórdicos e desenvolvimento.

No Mattress Factory, Garay e Kameya ocupam três pavimentos com La ceniza ya no recuerda qué causó el incendio, explorando a memória de Túpac Amaru II. A instalação combina pintura, têxteis e objetos, buscando uma narrativa coletiva.

A exposição também revisita histórico de artistas com inclinações anti-autoritárias. Firman Ichsan, fotógrafo indonésio, ganha destaque em retrospectiva histórica, destacando círculos de sociabilidade durante a ditadura de Suharto.

Paralelamente, G. Peter Jemison apresenta uma reconstituição de uma mostra de 1975, com novos recursos. Miller Robinson reorganiza cestas indígenas no acervo do museu, acrescentando borboletas e corações de plástico.

Subtítulo: Abstração e redes

Georges Adéagbo revisita Le Socialisme Africaine (2001–04) com foco Pittsburgh. A obra reúne objetos conectados à descolonização, incluindo itens com contexto local. A curadoria aposta na abstração como prática coletiva.

Hong Lee Hyunsook realiza What You’re Touching Now—Insubong in 2025, uma frottage de 35 pés de altura, criada com apoio de parceiros em escalada. A obra é exibida próximo ao estacionamento, destacando o papel da comunidade no feito artístico.

Zhao Yao produz pinturas com cascas de ovos de China, mostrando como a logística de suprimento sustenta a criação. RJ Messineo trabalha com quadrinhos magnéticos, formando composições que dependem de cooperação para permanecerem intactas.

Silät, coletivo de tecelãs Wichí, exibe Tewok: the river we weave (2026), com 102 teceduras que cobrem um corredor. A peça enfatiza o saber coletivo e a conexão entre membros da comunidade.

D. Harding e Jordan Upkett apresentam Untitled (Private Painting J1) (2019), complemento de um conjunto que mescla pigmento seco e resinas para revelar memórias de ancestralidade. A curadoria reforça a noção de solidariedade como prática artística.

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