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Eileen Myles ocupa palco com palavras e lota auditório do Poesia no Centro

Eileen Myles encerra o domingo do Poesia no Centro com leituras sobre identidade e política, mantendo auditório lotado mesmo com a mesa inicial remarcada

Eileen Myles, poeta e referência da literatura queer, no festival Poesia no Centro
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  • Eileen Myles fechou o festival Poesia no Centro, em São Paulo, no tema “Preciso Viver em Dobro”, com leitura de poemas e falas sobre identidade e política.
  • A mesa de abertura, prevista para sexta-feira, precisou ser remarcada por atraso de voo vindo dos Estados Unidos, mas lotou o auditório principal do Teatro Cultura Artística no domingo.
  • A poeta discutiu liberdade, identidade de gênero e direitos, lendo seu poema “I Always Put My Pussy” e falando sobre pronome they/them e visibilidade queer.
  • Myles também comentou sobre a política norte-americana, conservadorismo e a necessidade de discutir questões como Palestina, enfatizando a participação coletiva.
  • O festival, em sua segunda edição, reuniu cerca de quatro mil pessoas em três dias, com treze mesas no palco principal e outras atividades em diferentes espaços.

Eileen Myles ocupou o palco do festival Poesia no Centro, em São Paulo, com leituras e falas sobre identidade, política e liberdade. O evento ocorreu no Teatro Cultura Artística, na tarde de domingo, dia 17 de abril, com o tema Preciso Viver em Dobro. A apresentação fez parte da programação do festival promovido pela livraria Megafauna.

A poeta, referência da literatura queer, participou da última edição do festival. A mesa de abertura havia sido adiada devido a um atraso de voo vindo dos Estados Unidos, mas o público não deixou a cidade vivenciar a programação. A mediação ficou a cargo da jornalista Fernanda Mena e da poeta Angélica Freitas.

Myles discutiu temas como identidade de gênero, política e direitos, com leituras de poemas. Ela abordou a ideia de que a poesia pode despoletar reflexões sobre o mundo, a linguagem e a experiência pessoal. Entre leituras, a escritora comentou sobre a forma como aborda o sexo em sua obra, sob o prisma da crueldade cotidiana e da normalização.

A artista também destacou o uso de pronomes neutros em inglês e explicou como a fluidez da identidade a inspira. Em tom bem-humorado, mencionou a candidatura presidencial de 1992, feita de forma independente, como lembrança de que a política está sempre presente em sua trajetória. O discurso enfatizou a força do coletivo e a importância de questionar estruturas.

Outros debates e balanço do festival

Na mesma tarde, ocorreu a mesa Ínsulas e Sertões, com Cida Pedrosa e Dalila Teles Veras, mediada por Tarso de Melo. As discussões abordaram política, ritmo e questões de gênero na poesia, incluindo a visão de Pedrosa sobre o papel social da poesia. Dalila enfatizou que fazer poema é, para ela, um ato político.

O festival reuniu público estimado em 4 mil pessoas ao longo de três dias, com 13 mesas no palco principal e diversas atividades em espaços alternativos. Entre encontros com poetas de diferentes países, destacaram-se a presença de Raúl Zurita e de tradutores, bem como debates sobre a agenda palestina e temas sociais.

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