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MON sem Paredes leva arte ao Parque Vila Velha

MON sem Paredes leva arte ao Parque Vila Velha, em Ponta Grossa, abrindo itinerância com seis artistas e conectando público, natureza e obras interativas

Totem Tatu e Totem Urubu-Rei, de Kulykirida Mehinaku, no Parque Vila Velha, em Ponta Grossa, no Paraná — Foto: Vogue Brasil/ Wesley Diego Emes
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  • O MON sem Paredes é o projeto do Museu Oscar Niemeyer que leva arte para espaços públicos e estreou no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, no interior do Paraná.
  • O MON, com acervo superior a dezesseis mil obras, expandiu a ocupação para além das paredes, buscando interação com a natureza por meio de esculturas e instalações ao ar livre.
  • A curadoria é de Marc Pottier e a mostra na Vila Velha reúne seis artistas, incluindo nomes de Curitiba e artistas consagrados, com obras pensadas para dialogar com o ambiente natural, sem competir com a arquitetura.
  • Entre as obras estão Olhoscópio – O Vazio e a Pedra, de Denise Milan; Totem Tatu e Totem Urubu-Rei, de Kulikyrda Mehinako; Macarenita, de Alexandre Vogler; Caleidoscópico, de Artur Lescher; Estruturas Dissipativas/Trepa-Trepa, de Rommulo Vieira Conceição; Tè Danzante (PA), de Joana Vasconcelos; além de peças de Rizza Bomfim, AVAF e outras artistas.
  • A iniciativa reforça a ideia de arte pública acessível a crianças e ao público em geral, com obras que se integram ao cenário do parque, sem formato tradicional de museu.

O Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, leva pela primeira vez sua proposta itinerante ao Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, Paraná. O projeto MON sem Paredes transforma jardins externos em espaço de arte pública, ampliando o alcance da coleção de mais de 14 mil obras. O lançamento ocorreu em meio à paisagem do parque tombado pelo estado.

A iniciativa nasceu em 2024 para romper limites das paredes do MON. A curadoria, liderada por Marc Pottier, aposta em obras interativas que dialogam com a natureza, sem competir com a arquitetura icônica do prédio curitibano.

Destaques e artistas

A mostra reúne seis criadores, entre nomes de Curitiba e referências nacionais, como Denise Milan, Todd Lisboa, Gustavo Utrabo e Kulikyrda Mehinako. Denominada Olhoscópio – O Vazio e a Pedra, Milan insere um olhar na paisagem por meio de bronze e basalto.

Kulikyrda Mehinako apresenta Totem Tatu e Totem Urubu-Rei, em madeira piranheira com urucum e conchas, homenageando os povos do Alto Xingu. Alexandre Vogler propõe Macarenita, uma escultura‑mirante para observar as formações areníticas locais.

Sonia Dias Souza assina Anathema, tríades que formam uma elipse aberta próxima ao solo. Denise Milan ganha espaço com a obra Olhoscópio, que reforça o tema de observação e participação do visitante na paisagem.

Continuidade curatorial

Ao lado, o MON mantém a presença de artistas já associados ao projeto, como Artur Lescher, com Caleidoscópico, um gira‑gira de aço que o público pode usar. Rommulo Vieira Conceição apresenta Estruturas Dissipativas/Trepa-Trepa, com brinquedos suspensos e cores vibrantes.

Joana Vasconcelos contribui com Tè Danzante (PA), um bule de chá em ferro forjado, decorado com jasmins, enquanto o coletivo Assume Vivid Astro Focus traz Aurum e outras obras explosivas. Um Robô Interativo relembra a instalação histórica do centro de Curitiba, adaptada para o parque.

O MON ressalta que o objetivo é arte ao ar livre, com acessibilidade e diálogo com a natureza. O projeto é apresentado como convite à interação, sem replicar a intimidade do espaço expositivo interno.

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