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Grupo Os Geraldos transforma morte em celebração lúdica no espetáculo Saudade

Grupo Os Geraldos transforma morte em celebração lúdica no espetáculo Saudade, baseado em Pinguinho, com residência europeia e apresentações em museus e igreja

Cena de 'Saudade', do grupo Os Geraldos, em cartaz no Sesc Santana
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  • Grupo Os Geraldos apresenta Saudade, espetáculo baseado no conto Pinguinho, de Viriato Correia, em Sesc Santana, São Paulo.
  • A montagem nasceu de residências artísticas na Europa (Catalunha, Itália, Inglaterra, França), quando os artistas improvisaram cenas em museus e igrejas.
  • A encenação transforma a morte em lembranças lúdicas, com treze artistas, música ao vivo e canções em várias línguas.
  • O cenário tem um chão de vidro, objetos trazidos de museus e figurinos que combinam algodão cru com peças populares, refletindo a infância dos atores.
  • Em agosto, Saudade participa do festival PerformAzioni, na Itália.

O grupo Os Geraldos apresenta o espetáculo Saudade, inspirado no conto Pinguinho, de Viriato Correia. A montagem estreou após temporadas em Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro e está em cartaz no Sesc Santana, em São Paulo. A encenação transforma a morte em memória lúdica, com foco na experiência da saudade.

A produção começou durante uma pausa de criação na pandemia, quando o grupo de Campinas passou um tempo no interior de São Paulo e se encantou com a obra de Rubem Alves, Variações sobre o Prazer. A leitura motivou reflexões sobre vida, morte e pulsões humanas.

Processo de criação e residência

Durante uma residência artística na Catalunha, com etapas na Itália, França e Inglaterra, os Geraldos coletaram referências para a produção. Em Londres, improvisaram um número musical em um museu; na Espanha, testaram sonoridades em uma igreja com um órgão antigo. Em cada cenário, o grupo agregou objetos ao palco.

Nas viagens europeias e nacionais, itens como uma cobra de pelúcia de posto de combustível e um guarda-chuva do Museu do Prado entraram na montagem. O figurino mistura algodão cru com peças de comércio popular, elaborado pelas próprias mãos do grupo.

Estrutura e elenco

O cenário, assinado por Douglas Novais, ganha um chão de vidro na parte final para enfatizar a percepção da perda. A encenação envolve 13 artistas com banda ao vivo e canções em várias línguas, incluindo português, espanhol, italiano e latim. A direção é de Douglas Novais, com dramaturgia de Paula Guerreiro e Julia Cavalcanti.

O espetáculo também traz elementos de brincadeira infantil, como jogos tradicionais e objetos de infância, para dialogar com o tema da despedida. A presença cênica remete a uma performance de teatro popular, com referências a Ney Matogrosso na estética do maestro Everton Gennari.

Programação e próximos passos

Após passagem por São Paulo, Saudade tem apresentações marcadas na Itália, em agosto, no festival PerformAzioni. Os shows ocorrerão em igreja, pátio de castelo medieval e praça pública, ampliando o público e o alcance da montagem. O grupo mantém desde 2017 o Teatro de Arte e Ofício, em Campinas.

Os Geraldos desenvolvem pesquisa em teatro popular, com foco na relação direta com a plateia. A companhia descreve o grupo como amigos que fazem teatro, mantendo uma visão de colaboração e experimentação constante.

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