- O aventureiro inglês Andrew Bedwell, aos 52 anos, tentará novamente atravessar o Atlântico em um microbarco de cerca de 1,2 metro, chamado “Big C”.
- Ele partirá de St. John, na costa leste do Canadá, até a Inglaterra, em rota oposta às correntes, com previsão de chegada no fim de agosto, após cerca de três meses.
- A embarcação teve melhorias desde a primeira tentativa, incluindo um rastreador para acompanhamento em tempo real e energia alimentada por painel solar.
- O barco não tem motor nem cabine; Bedwell navegará sentado, dormirá em posição fetal e terá apenas barras de comida caseiras como alimentação, com estoque limitado a 98 dias.
- O projeto busca também arrecadar doações para um centro de pesquisas contra o câncer, conectando a travessia a uma causa social.
Três anos depois de falhar na travessia do Atlântico com um barco de apenas 1 metro, o aventureiro inglês Andrew Bedwell tenta novamente cruzar o oceano. A meta é chegar à Inglaterra a bordo de um microbarco, partindo de St. John, no Canadá, até o final de agosto.
Bedwell, hoje com 52 anos, realizou melhorias no barco, incluindo um rastreador para acompanhar a travessia em tempo real. O destino escolhido leva em conta as correntes marítimas que favorecem o trajeto Canadá-Europa.
O microbarco, batizado de Big C Version 2, tem 1,2 metro de comprimento e carece de espaço para pé ou cozinha. O navegante permanecerá sentado e dormirá na posição fetal durante quase toda a jornada de cerca de 3,5 mil quilômetros.
Sobre o barco
O casco filtrado por energia solar sustenta uma microvela, um rádio VHF e um rastreador via satélite. Um dessalinizador portátil garantirá água potável, enquanto as refeições serão barras caseiras feitas pela esposa, fixadas ao casco.
A embarcação não tem banheiro nem motor; a alimentação de emergências e a energia dependem do pequeno sistema a bordo. Bedwell diz que não há espaço para acomodar itens adicionais e que o trajeto exige muita disciplina.
Contexto histórico
A ideia de Bedwell nasceu ao se inspirar em Hugo Vihlen, recordista anterior, que percorreu o Atlântico com um barco de ~1,5 metro. Nos anos 1980 e 1990, Vihlen e Tom McNally travaram disputas pela menor embarcação a cruzar o oceano.
Ambos foram, em várias ocasiões, impedidos pela Guarda Costeira dos EUA por riscos à vida, o que tornou tais tentativas polêmicas e cercadas de cautela institucional. A história completa é parte de referências históricas sobre esse desafio extremo.
Entre na conversa da comunidade