- O teatro Bibi Ferreira, no centro de São Paulo, foi enquadrado como ZEPEC-APC e tenta reverter a ordem de despejo emitida pela Justiça no ano passado.
- A casa conseguiu perdão de dívidas de IPTU, estimado em cerca de R$ 500 mil, via a Lei 1.432/2025 para teatros na Bela Vista.
- A Prefeitura informou que só fica em aberto o IPTU de 2025, no valor de R$ 38.819,96; débitos de 2020 e 2021 foram renegociados e os de 2023 e 2024 foram suspensos.
- A administração pretende usar a nova lei e a classificação ZEPEC-APC para pedir a suspensão do despejo e manter as atividades com 12 espetáculos em cartaz.
- Ainda tramita o Projeto de Lei 918/2025 para o tombamento do teatro; o Conpresp avaliará se a classificação será definitiva.
O Teatro Bibi Ferreira, no centro de São Paulo, tenta suspender a ordem de despejo emitida pela Justiça no ano passado. A casa ingressou com vitórias recentes na esfera legislativa que favorecem sua situação. O município reconheceu o espaço como ZEPEC-APC e concedeu perdão de IPTU, totalizando cerca de R$ 500 mil.
A ação entre proprietários do imóvel e a administração tramita há dois anos na Justiça de São Paulo, motivada por débitos tributários acumulados. A Câmara de Direito Privado já rescindiu o contrato de locação, e o teatro recorre para manter as atividades.
A tentativa de reverter a ordem de despejo ocorre após a aprovação de medidas na esfera municipal. A gestão do Bibi Ferreira também pleiteia a remissão de dívidas com base na Lei 1.432/2025, que beneficia teatros e espaços culturais da Bela Vista.
Segundo a prefeitura, não houve solicitação de isenção pelos anos de 2020, 2021, 2023, 2024 e 2025, o que resultou na cobrança do IPTU. O débito pendente de 2025 é de R$ 38.819,96, enquanto 2020 e 2021 foram renegociados e 2023 e 2024 foram suspensos por decisão judicial.
Francesco Gagliano, administrador do teatro, afirma ter obtido isenção de 95% entre 2022 e 2024, mas foi informado em novembro de 2023 da suspensão do benefício e da necessidade de quitar valores retroativos. A expectativa é usar a nova lei para sustar o despejo.
A administração também busca respaldo do Conpresp para manter as atividades. O Projeto de Lei 918/2025, de autoria do vereador Gabriel Abreu, prevê o tombamento do espaço para fins de preservação cultural. O teatro foi enquadrado provisoriamente como ZEPEC-APC.
Gagliano relembra que o Bibi Ferreira opera desde 1973, mantendo uma agenda de apresentações contínua. Hoje, a casa realiza 12 espetáculos em cartaz e planeja ampliar atividades com apoio institucional.
A prefeitura ressalta que o teatro segue regular em pagamentos, com a maior parte quitada ou parcelada, e aponta o possível impacto de uma decisão judicial na continuidade das apresentações. A defesa dos proprietários não se manifestou.
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