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Ponte mais antiga de Paris ganha intervenção de JR e vira caverna

Ponte Neuf, a mais antiga de Paris, ganha caverna efêmera de JR, aberta de 6 a 28 de junho, criando diálogo entre passado e presente

A obra "A Caverna da Pont Neuf", concebida pelo artista urbano francês JR, que homenageia Christo e Jeanne-Claude. Paris, 21 de maio de 2026.
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  • A Pont Neuf, ponte mais antiga de Paris, ganhou a instalação temporária “A Caverna” do artista JR, revelada durante a noite e com abertura ao público a partir de 6 de junho.
  • A estrutura inflável de lona cria, em ilusão de ótica, uma gruta com 120 metros de comprimento, 20 metros de largura, 2.400 m² de área no solo e entre 12 e 18 metros de altura.
  • A obra presta homenagem a Christo e Jeanne‑Claude e busca dialogar passado e presente entre a arquitetura histórica de Paris e o visual contemporâneo proposto por JR.
  • De 6 a 28 de junho, a Caverna será acessível gratuitamente a pé, 24 horas por dia, com o som assinado pelo músico Thomas Bangalter.
  • O projeto é financiado por mecenato privado, sem uso de fundos públicos, e reforça Paris como cidade aberta a arte monumental.

A Pont Neuf, a mais antiga de Paris, foi transformada à noite pelo artista JR em uma instalação chamada Caverna. A abertura ao público está marcada para o dia 6 de junho, com visitação gratuita de 6 a 28 de junho. A obra ocupa o espaço com uma estrutura inflável que simula uma gruta, acessível a pé 24 horas por dia.

A intervenção usa ilusão de ótica para parecer uma cavidade rochosa, mesclando tons de branco, preto e cinza. A concepção tem dimensões expressivas: 120 metros de comprimento, 20 de largura, 2400 m² de área no solo e entre 12 e 18 metros de altura.

A homenagem é dedicada a Christo e Jeanne‑Claude, artistas falecidos que embrulharam a Pont Neuf em tecido em 1985. Para JR, a obra propõe um diálogo entre o bruto e o refinado, entre passado e presente, em sintonia com a história da cidade.

JR, conhecido por colagens públicas e projetos de grande escala, já iniciou passagens anteriores por Paris, incluindo uma intervenção envolvendo a pirâmide do Louvre e outra na Ópera, em anos diferentes. O artista vê a Caverna como uma forma de conectar o tema da cavidade à memória humana.

A experiência sonora, incorporada ao conjunto, fica a cargo do músico Thomas Bangalter, ex‑Daft Punk. A imersão promete complementar a passagem pela estrutura com um ambiente sonoro pensado para acompanhar o passeio.

Durante a instalação, os acessos serão organizados a partir da Île de la Cité e dos cais da margem direita do Sena. A localização estratégica da Pont Neuf, entre o Louvre e Notre‑Dame, deve atrair muitos visitantes, incluindo turistas internacionais.

O projeto recebe financiamento privado, sem uso de recursos públicos, segundo a fundação que representa Christo e Jeanne‑Claude e que coordena a iniciativa. A imprensa local destaca a tendência de Paris receber instalações de arte contemporânea de grande porte.

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