- O verão terá quarenta e seis exposições em museus e bienais ao redor do mundo, com projetos de grande escala e foco em temas como território e memória.
- Laure Prouvost apresenta “We Felt a Star Dying” no Grand Palais, em Paris, com pesquisa sobre física quântica; Carsten Höller planeja uma grande mostra em Beijing, com poucos detalhes divulgados.
- Tomás Saraceno leva esculturas monumentais a Munique, e uma obra permanente de terra dele é inaugurada na Argentina.
- Carolina Caycedo exibe no Museu de Arte de São Paulo, e o National Gallery of Canada apresenta artistas indígenas contemporâneos; a Tate Modern faz retrospectiva de Ana Mendieta.
- Além disso, a Venice Biennale permanece em cartaz até novembro; Manifesta chega à região de Ruhr, na Alemanha, e duas novas bienais chegam ao nordeste dos Estados Unidos.
A temporada de verão terá uma programação global de exposições grandiosas, com museus ocupando o centro do palco. Palcos como Grand Palais, em Paris, recebem propostas de grande escala, enquanto cidades como Beijing, Munique e Tóquio recebem mostras que combinam arte, ciência e ambientalismo.
A seleção reúne artistas que exploram temas como a física quântica, a relação entre terra e memória e a presença do corpo na arte. Entre os destaques estão Laure Prouvost, Carsten Höller, Tomás Saraceno e Ana Mendieta, com retrospectivas previstas.
A agenda também aponta para uma temporada mais longa de mostras, que pode incluir a Bienal de Veneza ainda em exibição, além de novas bienais que chegam à região de Ruhr, na Alemanha, e ao Nordeste dos EUA. A curadoria privilegia temas de sustentabilidade, território e memória.
A seguir, uma visão de 46 exposições a conferir neste verão, divididas por temas e locais, com foco no que houve de mais relevante até o momento.
Grandes exposições e retrospectivas
Akinsanya Kambon apresenta uma síntese de cerâmicas e esculturas em Nova York, explorando símbolos da diáspora africana. Cao Fei expõe em Basel, conectando cinema documental, geografia agrícola e história recente da China.
Youth Palace reúne artistas em Shanghai para contestar narrativas sobre educação estatal. Diego Marcon estreia em Toronto com obras que dialogam entre tecnologia, domesticidade e estranheza. Musical Bodies no Met em Nova York investiga corpo e som com peças históricas e contemporâneas.
Chico da Silva ganha primeira retrospectiva europeia em Nottingham, enfocando obras de aves e símbolos indígenas. Maren Hassinger revisita performance e escultura em Berkeley, com reapresentação de Pink Trash. Keith Haring em 3D no Crystal Bridges destaca esculturas que expandem sua icônica linguagem.
Bienais e eventos itinerantes
Medina Triennial, em Medina, Nova York, aposta em economia sustentável com 39 artistas, tema All That Sustains Us. Aldrich Decennial, em Ridgefield, exibe artistas com ligação histórica à região. Manifesta, na região do Ruhr, utiliza igrejas como espaços criativos, abordando religião e sociedade.
Obama Presidential Center, em Chicago, abre com obras de comissionamento público, incluindo uma enorme pintura de Julie Mehretu. Ed van der Elsken Up Close, no Rijksmuseum, apresenta fotografia de rua em arquivo recém cedido.
Diálogos com história e geografia
Gabriele Stötzer recebe retrospectiva em Berlim, com foco no corpo como meio de resistência política. Avatar: Forms of Vishnu em Sydney reúne 200 obras que conectam tradição e contemporaneidade. Carmen Laffón em Madrid celebra a figuração espanhola ao longo de 80 obras.
A Tate Modern abriga Julio Le Parc em Londres, com cerca de 60 trabalhos que exploram cor, movimento e percepção visual. Ana Mendieta retorna ao Tate com 150 peças que revisitam Siluetas e temas de violência e corporeidade.
Continuidade de novidades e inaugurações
Tomás Saraceno apresenta Ancestral Futures em Munique, com esculturas de teia e obras aéreas ligadas ao projeto Aerocene. O Santuario del Agua, obra de Saraceno, fica permanente no norte da Argentina, reforçando o elo entre arte, ecologia e comunidades locais.
A mostra em Tokyo reúne Pablo Smith e Picasso em uma leitura fashion, conectando moda e arte. No Porto, a retrospectiva de Gehry explora 19 projetos do arquiteto que influenciou a arquitetura museológica contemporânea.
Conclusões em aberto
As programações destacam o papel das instituições em pensar o espaço expositivo como campo de pesquisa, diálogo e experimentação. A diversidade de regiões reforça a importância de políticas museológicas inclusivas e transfronteiras.
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