- Zurique aposta em arte com o Kunsthaus Zürich, ampliado em 2021, que reúne obras de 800 anos e casa artistas como Monet, Picasso e Warhol; a região oferece a Zurich Gallery Mile e o Zurich Art Weekend, de 12 a 14 de junho.
- Lille destaca o Palais des Beaux-Arts, com uma das mais ricas coleções da França e entrada de €7; LaM, reformado, reabre com retrospectiva de Kandinsky até 14 de junho e obras de Modigliani, Léger e Klee.
- Varsóvia ganhou o Museum of Modern Art em 2024, com foco em artistas do século XX e XXI; a Zachęta exibe Barbara Kasten até 7 de junho, e o Ujazdów Castle abriga o Centre for Contemporary Art.
- Verona oferece o Palazzo Maffei, com coleção privada que vai do antiguidade à modernidade; o GAM foca na vanguarda italiana; o Castelvecchio exibe obras de Bellini, Tintoretto, Veronese e Rubens.
- Oslo reúne o Munch, com três versões de The Scream, o National Museum aberto em 2022 com espaço para Munch e outras obras, e o Astrup Fearnley Museum; há ainda uma visita ao Ramme, a 40 minutos da cidade.
O que fazer quando o turismo de arte fica lotado? Uma seleção de cinco destinos europeus foca em museus menos concorridos, com programas estáveis e visitas rápidas entre cidades. Em cada lugar, opções de galerias públicas, museus de ponta e passeios de dia ajudam a evitar as filas e manter o roteiro eficiente.
Zurique, Suíça é apresentada como cidade-modelo para quem busca arte com menos multidões. O Kunsthaus Zürich, ampliado em 2021, abriga uma coleção que percorre 800 anos de história, incluindo mestres europeus e nomes suíços. A área do museu recebe a Zurich Gallery Mile, com exposições, visitas guiadas e atividades culturais durante o Zurich Art Weekend, que acontece uma semana antes da Art Basel.
Na região de Zurich-West, o Löwenbräukunst-Areal funciona como centro de galerias modernas e contemporâneas, incluindo uma filial da Hauser & Wirth. Perto do Lago de Zurique, o Museum Rietberg exibe arte não europeia em villas históricas, com foco atual em pinturas indianas, gravuras japonesas e lacas chinesas. Em Baden, o Museum Langmatt reabre após renovação, apresentando cerca de 50 masterpieces impresionistas franceses.
Lille, França, surge como alternativa acessível a Paris, com galerias de destaque a preços mais baixos e multidões menores. O Palais des Beaux-Arts, em prédio do século XIX, reúne obras de Rodin, Rubens, Delacroix e Goya. O LaM, museu de arte moderna e contemporânea, reabriu em 2024 com uma mostra de Kandinsky e obras de Modigliani, Léger, Klee e Bourgeois, além de um jardim de esculturas com Calder.
Para quem gosta de explorar periferias, Roubaix abriga a La Piscine, antiga piscina art déco convertida em museu com cerâmicas e arte nas áreas de pintura, têxtil e escultura. Em Lens, o Louvre-Lens funciona como galeria satélite com 250 obras que cobrem o período do terceiro século a.C. até o século XIX, distribuídas cronologicamente.
Varsóvia, Polônia, destaca-se pelo recente Museum of Modern Art (MSN Warsaw), aberto em 2024, que reúne obras de artistas poloneses e internacionais dos séculos XX e XXI, incluindo nomes como Sarah Lucas e Wolfgang Tillmans. A Zachęta National Gallery of Art mantém um programa permanente com pintura, instalação e vídeo, e já recebeu exposições de Barbara Kasten.
O Ujazdów Castle abriga o Centre for Contemporary Art, com exposições, filmes e eventos ao ar livre. O National Museum, fundado em 1862, preserva seis galerias permanentes que vão da antiguidade ao século XIX, com destaque para obras de Jan Matejko e Olga Boznańska. Em Łódź, a poucos minutos de trem, o roteiro inclui o Herbst Palace Museum, MS1 e MS2, cobrindo arte dos séculos XIX a XXI.
Verona, Itália, oferece uma cena de arte mais compacta que atrai interessados pela variedade histórica. O Palazzo Maffei, um espaço de 17º século, funciona como galeria desde 2020, com foco em mestres modernos como Picasso e Miró. O GAM, no Palazzo delle Ragione, concentra-se na vanguarda italiana, com acervo do século XIX até hoje.
O Castelvecchio, no centro histórico, exibe obras de Veronese, Bellini, Tintoretto, Veronese e Rubens, em um castelo do século XIV. O Palazzo della Gran Guardia hospeda exposições temporárias, incluindo mostras de fotografia. Próximo, o Giotto é destaque na Capella degli Scrovegni, em Pádua, acessível a partir de Verona por trem rápido para visitas agendadas.
Os itinerários de dia são amplos: Pádua oferece os afrescos da Cappella degli Scrovegni; Padova abriga museus civis com acervos adicionais nas imediações, compensando a lotação em algumas atrações centrais.
Oslo, Noruega, é apontada como polo para amantes de arte contemporânea e moderna. O Museu Munch exibe versões de The Scream, além de obras como The Sun e The Dance of Life, com exposições temporárias como Paula Rego até agosto. O National Museum, inaugurado em 2022, dedica espaços a Munch e Harriet Backer, entre outros.
O Astrup Fearnley Museum, assinado por Renzo Piano, destaca-se pela coleção de arte contemporânea e por exposições temporárias. Como complemento, a residência de Edvard Munch em Ramme oferece visitas guiadas, galeria subterrânea e trilha cultural à beira do fiorde.
Caso o objetivo seja planejar roteiros com menos multidões, essas cidades apresentam opções de museus relevantes, opções de dia de viagem entre cidades e uma oferta variada de períodos históricos e estilos artísticos.
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