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Veneza debate os sentidos da arte contemporânea

A Bienal de Veneza de 2026 convive com luto e tensões, enquanto o Brasil apresenta pavilhão renovado com obras históricas e inéditas

Exposição "Comigo ninguém pode", na Bienal de Veneza, tem curadoria de Diane Lima com obras das artistas Rosana Paulino e Adriana Varejão
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  • Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, esteve em Veneza para a abertura da Biennale Arte 2026, com a participação brasileira “Comigo ninguém pode”, curadoria de Diane Lima e obras de Rosana Paulino e Adriana Varejão.
  • A mostra brasileira reúne obras históricas e inéditas, com o Pavilhão do Brasil renovado após três anos de recuperação em parceria com os ministérios da Cultura e das Relações Exteriores.
  • A Bienal de Veneza, com apresentações nacionais de mais de cem países, teve a morte da curadora Koyo Kouoh e a renúncia coletiva do júri antes da pré-abertura.
  • Destaques entre pavilhões: França, Espanha e Alemanha; Índia no Arsenale; Vaticano; Áustria e Japão com propostas polêmicas.
  • Programas paralelos nas instituições de Veneza incluem Fondazione Dries Van Noten, Fondazione Prada e a Pinault Collection, com atividades envolvendo Paulo Nazareth, Lorna Simpson, Michael Armitage e Amar Kanwar; Andrea Pinheiro volta ao Brasil para preparar a próxima Bienal de São Paulo, em setembro de 2027.

Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, retorna de Veneza após acompanhar a abertura da Biennale Arte 2026. Ela comanda a participação brasileira, a exposição “Comigo ninguém pode”, curadoria de Diane Lima, com Rosana Paulino e Adriana Varejão. Obras históricas e inéditas foram reunidas para o projeto, cuja montagem envolve recuperação do Pavilhão do Brasil.

A mostra busca ampliar a potência das artistas brasileiras, em parceria com a Fundação Bienal de São Paulo e apoio dos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores. O processo de renovação do pavilhão ocorreu ao longo de três anos, com foco na experiência do público e na preservação de patrimônio.

A Bienal de Veneza, com mais de um século de história, reúne apresentações nacionais além da mostra principal. Nesta edição, o luto pela curadora falecida Koyo Kouoh e debates sobre participação de alguns países influenciaram o clima institucional no evento.

Destaques da participação brasileira e panorama geral

Entre os pavilhões de destaque, o Brasil se insere ao lado da França, Espanha e Alemanha. Figura Yto Barrada, ligada às edições paulistas 29ª e 35ª, integra o conjunto de artistas presentes. Oriol Vilanova representa a Espanha, enquanto Sung Tieu, ligada à 34ª edição, participa ao lado de Henrike Naumann, cuja apresentação é póstuma.

No Arsenale, o Pavilhão da Índia, curadoria de Amin Jaffer, apresenta cinco artistas com foco no conceito de “lar”. O Giardino Mistico dei Carmelitani Scalzi e o Complexo de Santa Maria Ausiliatrice recebem a exposição do Pavilhão do Vaticano, com curadoria de Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers. Pavilhões da Áustria e do Japão também atraíram atenção pela proposta.

Além da Bienal, Veneza oferece programação paralela em instituições locais. A Fondazione Dries Van Noten exibe um espetáculo barroco sobre técnicas manuais. A Fondazione Prada apresenta diálogo entre Arthur Jafa e Richard Prince, explorando processos criativos de apropriação de imagens. A Pinault Collection marca presença com Nazareth e Lorna Simpson na Punta della Dogana, e Armitage e Amar Kanwar no Palazzo Grassi.

A presidente Andrea Pinheiro expressa entusiasmo com a abertura histórica do Pavilhão do Brasil e com o intercâmbio com obras de centenas de artistas, muitos ainda inéditos ao público. Ela retorna ao Brasil para avançar os preparativos da próxima Bienal de São Paulo, programada para setembro de 2027, com foco na participação internacional e no envolvimento da comunidade.

Andrea Pinheiro é presidente da Fundação Bienal de São Paulo, conselheira do MASP e patrona da Pinacoteca. No âmbito corporativo, atua no Conselho de Administração e no Comitê de Auditoria da Vivo, além de integrar comitês no FGC.

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