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Time and Material ganham vida na exposição Several Eternities in a Day no Hammer

Hammer Museum apresenta “Several Eternities in a Day”, reunindo dezoito artistas que ligam vida, terra e tempo não linear

View of a museum with a mounds of soil lining the walls creating a path to the next gallery.
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  • A exposição “Several Eternities in a Day: Form in the Age of Living Materials” está em cartaz no Hammer Museum, em Los Angeles, com dezoito artistas contemporâneos e quatro nomes históricos.
  • O show é dividido em três atos e explora a relação entre vida e matéria, apresentando instalações, filmes e esculturas que enfatizam processos de materialidade e transformação.
  • Entre as obras, destacam-se composições de Raven Chacon com sons subaquáticos, Edgar Calel com oferendas em rochas e Argote com papéis tratados que revelam formas em decomposição.
  • A segunda parte foca em abstração cósmica e forma comunitária, com filmes de Sky Hopinka e pinturas de Santiago Yahuarcani que articulam tempo, território e memória indígena.
  • A mostra permanece até 23 de agosto e inclui trabalhos de Rose B. Simpson, Raven Halfmoon, Ayla Tavares e outras artistas que dialogam com temas de vida, terra e ancestralidade.

At Hammer Museum, Los Angeles, a nova mostra de 2026 reúne 18 artistas contemporâneos, com foco em materiais vivos e memória. A exposição é centrada na ideia de forma associada a terra e biologia, em curadoria de Pablo José Ramírez.

Intitulada Several Eternities in a Day: Form in the Age of Living Materials, a mostra acompanha a passagem do tempo pela arte, conectando obras atuais a práticas históricas da região.

Abertura imersiva

O espaço inicial recebe o visitante com um ambiente sonoro semelhante a ondas ou respiração, criado por Raven Chacon. O trabalho Study for Vertical Earth amplifica frequências abaixo do som audível, sugerindo vibração subterrânea.

Do lado, Ch’ablin nu rayb’el Chua taj ab’ej de Edgar Calel apresenta montes de terra, pedras e ramos, com pigmentos que sugerem uma paisagem montanhosa. O conjunto propõe uma presença ritual no espaço expositivo.

Primeira parte: formas vivas e memória

Entre as obras de Carmen Argote, duas grandes folhas de papel tratadas com cochonilha e suco de limão aparecem com impressões de abacate, causando uma deformação orgânica. A medida que a fruta apodrece, o papel muda de novo.

Aldara Mendieta está presente com projeções de duas peças que exploram a terra como organismo vivo, inclinando o foco da mostra para a relação entre ecossistema e corpo humano.

Seção de filmes e corpóreos

Ana Mendieta aparece em duas obras projetadas na parede, Grass Breathing e Burial Pyramid, que exploram o solo como ser respirante e território de memória.

Jackie Amézquita apresenta Cuerpos terrestres en fluidez, obra que utiliza paredes de terra compactada para dialogar com formas humanas e animais, ampliando a metáfora da matéria em movimento.

Segunda parte: abstração cósmica e forma comunitária

A segunda ala abre com o filme Mnemonics of Shape and Reason, de Sky Hopinka, cuja montagem sugere paisagens em movimento e questiona limites entre terra, céu, memória e história.

Santiago Yahuarcani expõe Cosmovisión Huitoto, pintura extensa em lanchama que reúne cenas de passado, presente e futuro, com figuras humanas, deuses e natureza entrelaçados.

Terra como força vital

Na última ala, obras de cerâmica de Rose B. Simpson e esculturas de Raven Halfmoon dialogam com objetos de clay, enfatizando técnicas tradicionais como memória oral em forma de objeto.

Ayla Tavares completa o peso material com An always humid form, peça em argila que se mantém úmida, sugerindo potencial de transformação contínua.

Encerramento sem conclusão

A mostra permanece aberta até 23 de agosto e reúne artistas indígenas e Latinx, além de quatro artistas históricos. O conjunto propõe uma reflexão sobre tempo, ambiente e materialidade sem oferecer leitura única.

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