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Taís Araujo encarna mulher em metamorfose no palco

Monólogo com Taís Araujo mostra Mayah em metamorfose diante da opressão, abrindo espaço para autoconhecimento e resistência

Tais Araujo em ensaio para a peça 'Mudando de Pele'
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  • Taís Araujo atua no monólogo Mudando de Pele, dirigido por Yara de Novaes, que estreia no Sesc 14 Bis, em São Paulo, após temporada no Rio de Janeiro.
  • A peça acompanha Mayah, mulher em metamorfose que deixa um relacionamento falido e um emprego racista para buscar amadurecimento e autoconhecimento.
  • A história aborda não pertencimento e identidade, influenciada por duas figuras decisivas: uma colega jovem chamada Kemi e uma mulher mais velha, Mildred.
  • A encenação mescla cenografia que parte de um espaço estreito para ambientes circulares, com trilha musical ao vivo da musicista Layla e de Dani Nega.
  • Dirigida para um monólogo coletivo, a montagem enfatiza celebração, libertação e a presença de filosofia africana como base conceitual.

A peça Mudando de Pele chega a São Paulo com o monólogo estrelado por Taís Araujo. Dirigido por Yara de Novaes, o espetáculo estreou no Sesc 14 Bis, na região central, nesta quarta-feira (3), após sessão bem-sucedida no Rio de Janeiro. A produção evita o foco na dor, apostando na transformação.

A obra acompanha Mayah, uma mulher que, ao terminar um relacionamento e deixar um emprego descrito como racista, se fixa em um apartamento minúsculo. O cenário estreito serve de palco para uma trajetória de amadurecimento e autodescoberta.

Inspirada no monólogo britânico Shedding a Skin, a montagem romperia com narrativas que reduzem negras à violência do racismo. Em vez disso, privilegia a metamorfose e a busca por liberdade e pertencimento.

A arista Taís Araujo afirma que a história não reduz a negritude à tristeza. A personagem Mayah encara a sensação de não pertencer a nenhum lugar, descrevendo um deslocamento comum entre pessoas negras que ascendem socialmente.

Em cena, Mayah recebe apoio de duas figuras femininas de gerações diferentes: uma colega jovem chamada Kemi e uma mulher idosa chamada Mildred, que ajudam a expandir o modo como ela vê o mundo.

A cenografia evolui ao longo do monólogo: do ambiente claustrofóbico para uma espacialidade mais orgânica, acompanhando o crescimento de Mayah. O figurino inicial reforça o desconforto com o corpo; depois, a ambientação sugere ampliação.

Concepção e música

A montagem utiliza narrativas de ancestralidade africana como base para a estética e o ritmo. Layla, a musicista, executa instrumentos de corda com sonoridades ao vivo, reforçando a ligação entre passado e tecnologia.

Yara de Novaes, também responsável pela direção, descreve o espetáculo como um monólogo coletivo. O elenco participa por meio de contribuições que alimentam a dinâmica cenográfica e sonora da encenação.

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