- O roubo da obra conceitual “Comedian”, de Maurizio Cattelan, ocorreu no Centre Pompidou-Metz no fim de semana, França.
- A banana presa à parede com fita adesiva está avaliada em 5,8 milhões de euros (aproximadamente R$ 34 milhões).
- O museu informou à polícia para investigar o furto e ressaltou que a ausência de identificação do suspeito dificulta o diálogo.
- Mesmo com o furto, já foi colocada uma nova banana no local; a troca ocorre a cada três dias, independentemente do roubo.
- Histórico da obra: criada em 2019, já foi alvo de incidentes, incluindo uma pessoa que comeu a fruta em 2023, e o empresário Justin Sun a arrematou por US$ 6,2 milhões em leilão em 2024.
O Centre Pompidou-Metz, na França, registrou o furto da obra conceitual Comedian, uma banana presa à parede com fita adesiva. O crime teria ocorrido no fim de semana, segundo a queixa formal apresentada pelo museu à polícia. A obra, avaliada em 5,8 milhões de euros, está fora do espaço expositivo.
A peça é de Maurizio Cattelan, artista italiano conhecido por obras provocativas sobre o valor da arte. Segundo o museu, alguém não identificado retirou a banana e a obra não está insubstituível, já que uma nova fruta foi colocada no local. A troca ocorre com frequência prevista pela curadoria.
O museu informou que a vítima é a instituição cultural e que não houve divulgação de diálogo com o autor do furto. A queixa busca esclarecer o que aconteceu e mobilizar a investigação. A obra original já havia sido apreendida por um visitante em julho do ano passado, que comeu a fruta.
Contexto da obra e desdobramentos
Comedian foi criada em 2019, para a Art Basel em Miami Beach, como pergunta sobre conceito e valor da arte. Em 2023, durante exposição em Seul, também houve consumo da banana. Em 2024, o milionário Justin Sun arrematou a peça em leilão por US$ 6,2 milhões e, dias depois, comeu a fruta em Hong Kong, conforme cobertura internacional.
O preço de referência da banana circulou como polêmica: o leilão de Nova York registrou a peça vendida por cerca de 35 centavos antes da licitação que a avaliava em milhões. A obra continua gerando debates sobre mercado, autenticidade e consumo da arte contemporânea.
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