- Almir Mavignier, nascido no Rio de Janeiro em 1925, ganha três exposições simultâneas em São Paulo.
- A mostra principal, na Galeria Dan Contemporânea, reúne décadas de obras da carreira, incluindo peças feitas quando trabalhou com Nise da Silveira no Engenho de Dentro.
- Na Unibes Cultural, cerca de cinquenta docugrafias apresentam reproduções digitais de obras inacessíveis ou de coleções privadas.
- A Galeria Paulo Kuczynski exibe trabalhos adquiridos na Alemanha ao longo dos anos, incluindo algumas das primeiras experiências com a técnica dos pontos.
- Mavignier é reconhecido como um dos pioneiros da arte concreta e da abstração geométrica, com atuação também no design gráfico; morreu em 3 de setembro de 2018, aos 93 anos, em Hamburgo.
Almir Mavignier recebe show triplo em São Paulo, com foco em sua trajetória na arte concreta e na geometria abstrata. A temporada celebra a produção do artista nascido no Rio e radicado na Alemanha, com exposições que contemplam fases distintas de sua obra.
A mostra principal, na Galeria Dan Contemporânea, reúne dezenas de trabalhos de diferentes momentos da carreira. Entre as peças estão obras produzidas quando ele atuou ao lado da psiquiatra Nise da Silveira no Engenho de Dentro, antes de migrar para a Alemanha. A curadoria enfatiza a linguagem geométrica e a repetição de pontos coloridos que marcaram o andamento criativo.
Além disso, a Unibes Cultural exibe cerca de 50 docugrafias com reproduções digitais de obras inacessíveis ou de coleções privadas, ampliando o acesso às fases menos conhecidas do artista. A Galeria Paulo Kuczynski apresenta trabalhos adquiridos ao longo dos anos na Alemanha, incluindo algumas das primeiras experiências com a técnica dos pontos.
Trajetória e importância
Nascido em 1º de maio de 1925, no Rio de Janeiro, Mavignier tornou-se referência na arte concreta e na abstração geométrica. Naturalizado alemão, desenvolveu uma carreira internacional com passagem marcante pela Europa e pela cena de design gráfico.
Ao longo da vida, o artista contribuiu para movimentos importantes, como a colaboração com o grupo ZERO e a participação em edições de documenta. Sua prática combinou sistemas geométricos com intervenções que introduziam elementos de acaso de forma controlada.
Mavignier estudou no Rio de Janeiro, passou pela Escola Superior da Forma de Ulm e conviveu com mestres como Max Bill e Josef Albers. Entre as primeiras obras, destacou-se pelos pontos e pelas estruturas visuais que anteciparam audiovisual e linguagem digital.
O artista faleceu em 2018, aos 93 anos, em Hamburgo. O legado evita a repetição de estilos, mantendo uma linha marcada pela clareza formal e pela inovação na representação de espaços ópticos. O conjunto de exposições em São Paulo busca oferecer uma visão integrada de sua obra.
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