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Arquivos de Epstein revelam que vão além de homens e dinheiro, diz a peça All the Rage

Mais de oitenta escritoras criam All the Rage, teatro de guerrilha em Londres, para dar voz às vítima e transformar indignação em ativismo através da arte

‘Is anyone else enraged?’ … a protest in Texas.
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  • Mais de oitenta escritoras e pessoas não binárias participam da montagem All the Rage, peça que coloca as vítimas de Epstein no centro da narrativa.
  • O projeto combina teatro de guerrilha e ativismo, em quinze espaços diferentes dentro de um antigo prédio de escritórios em Londres.
  • A mostra terá duas partes: espaços com textos e instalações para o público explorar, seguidos de uma peça de quarenta a cinquenta minutos encenada por nove atrizes, com participação majoritária feminina.
  • As criadoras enfatizam colaboração democrática, sem hierarquia, com cada pessoa contribuindo com textos, encenações ou funções técnicas conforme sua disponibilidade.
  • All the Rage sucede a prática de teatro de resposta rápida, reunindo temas de violência contra mulheres e a cultura de objetificação, a partir de uma diversidade de vozes e perspectivas.

All the Rage reúne mais de 80 escritoras e pessoas não binárias para um espetáculo que une arte, ativismo e indignação. A obra foca nas vítimas de abusos de poder, não nos nomes dos perpetradores, em resposta ao Epstein e a casos similares.

A iniciativa começou de forma quase espontânea, após uma chamada de Rebecca Lenkiewicz a um grupo no WhatsApp. Quarenta e cinco escritoras responderam, dando origem a um projeto colaborativo com labor de leitura e produção.

Falta uma semana para a estreia, que ocorrerá em Londres. O espaço central fica em um bloco de escritórios reformulado, com 15 ambientes que receberão instalações, textos e intervenções diversas.

All the Rage terá duas fases: salas temáticas com textos expostos que convidam o público a responder, seguidas de uma peça de 50 minutos encenada por nove atriz(es) — quase todas, mulheres.

A concepção envolve participação direta dos autores, que podem atuar também como publicistas, cenógrafos ou produtores. A ideia é manter a produção descentralizada e fluida, sem hierarquias formais.

A curadoria envolve colaboração de diretores e designers jovens, incluindo estudantes, para viabilizar as diferentes relações entre texto, imagem e performance.

Entre as contribuições, algumas escritoras trazem cenas curtas de até cinco minutos, enquanto outras oferecem trabalhos mais longos, integrando um mosaico coletivo sem submissão a um único formato.

O projeto declara raciocínio de teatro de resposta rápida, conectando eventos mundiais a experiências cotidianas das mulheres, com foco na vivência e na transformação pela arte.

A obra busca ampliar vozes femininas naquele debate público, destacando como o abuso de poder pode se repetir em esferas diversas, inclusive no cotidiano. A produção não é mera reprodução de fatos, mas experiência vivida e sentida.

Algumas autoras reforçam a ideia de que o teatro pode catalisar activism continuado, mesmo sem apresentar respostas prontas, preservando a complexidade dos temas tratados.

A estreia está prevista para ocorrer entre 11 e 13 de junho no Theatre Deli, em Londres, beneficiando-se de uma logística que reúne produção, direção e textos de várias mãos.

Fonte: The Guardian

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