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Quem foi Benedito Calixto, patrono de uma das praças mais charmosas de SP

Pintor e historiador, Benedito Calixto registrou a São Paulo do final do século XIX ao início do XX; a praça em Pinheiros reconhece seu legado histórico

Benedito Calixto
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  • Benedito Calixto (1853–1927) foi pintor e historiador, reconhecido por telas de cenas da São Paulo colonial e paisagens urbanas.
  • Realizou séries de quadros sob encomenda do Museu Paulista (Museu do Ipiranga) e pesquisava fontes como fotografias e documentos para retratar o passado.
  • Entre as obras está a famosa Inundação da Várzea do Carmo (1892), que evidencia detalhes da paisagem do Tamanduateí e cheias na cidade.
  • Morou em São Paulo entre 1890 e 1893, exibiu mais de uma vez na cidade, recebeu encomendas históricas e só passou a trabalhar para o Museu Paulista a partir de 1917, antes de retornar ao litoral.
  • A praça Benedito Calixto, em Pinheiros, recebeu o nome em 1936; hoje atrai feira de antiguidades aos sábados e faz parte da memória cultural da capital.

Benedito Calixto (1853-1927) foi pintor e historiador cuja obra marcou o fim do século 19 e o início do 20 no Brasil. Entre quadros históricos e paisagens urbanas, ele buscou registrar cenas da São Paulo colonial, com olhar atento aos detalhes.

Sua produção incluiu séries encomendadas pelo Museu Paulista, então o Museu do Ipiranga, sob direção de Afonso Taunay. Calixto ainda se apoiou em fotografias de Militão Augusto de Azevedo para fundamentar suas cenas.

Originário de Itanhaém, o artista começou autodidata, exercendo marceneiro antes de estudar em Paris, na Académie Julian, com apoio da Associação Comercial de Santos. Em sala de aula, combinava pesquisa histórica com prática pictórica para retratar o passado.

O pintor manteve uma intensa relação com a cidade que morou entre 1890 e 1893, produzindo mais de uma dezena de obras sobre locais paulistanos. Entre elas estão a Ladeira do Colégio (1910) e a Rua da Constituição, hoje Florêncio de Abreu.

Entre as obras marcantes está a tela Inundação da Várzea do Carmo, de 1892, que retrata cheias no Tamanduateí com minucioso nível de detalhe. A obra ganhou notoriedade pela congênere visão histórica da capital.

Além de vistas urbanas, Calixto pintou retratos de figuras históricas, como Domingos Jorge Velho, José de Anchieta, Dom Pedro I e José Bonifácio. Seu acervo inclui também cenas como o Porto de Santos em 1822.

A praça que homenageia o artista fica em Pinheiros, entre as ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arcoverde. Batizada em 1936, já existia desde 1925, quando o terreno foi doado à prefeitura.

Um marco cultural em Pinheiros

A praça tornou-se espaço de convivência e cultura, com feiras de antiguidades aos sábados e memória da vida artística local. Nos anos 1980, a região ganhou importância cultural, abrigando teatro, livraria e centros de produção audiovisual.

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