- Exposição Amazônicas: poéticas femininas, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, reúne 21 artistas dos estados Pará, Acre e Amazonas, com 80 obras divididas entre núcleo físico e exibição virtual.
- A curadora Sissa Aneleh destaca diversidade temática, incluindo artes abstrata e figurativa, além de focos de narrativa amazônica, território, memória e ancestralidade.
- Destaques entre as artistas: Lúcia Gomes (performance) e Dinah Oliveira (longa carreira na arte abstrata), com outras nomes relevantes como Wira Tini, Lise Lobato, Bárbara Savannah e Rafa Bqueer.
- A mostra está organizada em três núcleos: Amazônia pictórica (pintura), Materialidades (esculturas, objetos e instalações) e Performáticas (registros de performances).
- Há ainda uma sala especial patrocinada pela Petrobras que simula um metaverso com óculos 3D, oferecendo visitação em 360 graus com avatares em realidade aumentada.
A Amazônicas: poéticas femininas, exposição em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), reúne obras de artistas do Pará, Acre e Amazonas. A curadora Sissa Aneleh destaca a relação entre natureza, espaço feminino e produção contemporânea.
Ao todo são 21 artistas e 80 obras. A mostra divide-se entre um núcleo com trabalhos físicos e uma exibição virtual, ampliada por meio de tecnologia e acesso remoto. A curadoria busca diversidade temática além do que é comum na região.
A curadora explica que não se trata de uma exposição apenas sobre a Amazônia, mas de temáticas diversas da arte contemporânea brasileira. O foco é mostrar a presença feminina e as diferentes linguagens artísticas desenvolvidas no Norte.
Núcleos da mostra
A Amazônia pictórica privilegia a pintura, enquanto Materialidades reúne esculturas, objetos e instalações. Performáticas traz registros de performances, incluindo artistas trans e LGBTQIA+.
Destaques e linguagens
Entre as artistas destacadas estão Lúcia Gomes, referência em performance no Pará, e Dinah Oliveira, com mais de cinco décadas de carreira. Wira Tini apresenta grafites de larga escala sobre mulheres indígenas.
Lise Lobato, da Ilha de Marajó, trabalha com esculturas, desenhos e gravuras de referências marajoaras, em releituras contemporâneas. Bárbara Savannah atua como pintora emergente, com temas sobre o território amazônico.
A mostra também apresenta Rafa Bqueer, ligada à performance e à temática territorial da região, ampliando a presença de artistas trans e LGBTQIA+. Uma sala especial, patrocinada pela Petrobras, simula um metaverso com óculos 3D.
Exposição virtual e metaverso
A parte virtual da mostra é montada em 360 graus e permite visitas com avatares e realidade aumentada. Sissa destaca que envolve 30 obras nesse espaço, criado como extensão da experiência física.
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