- A mostra “Ralo” da artista Marina Saleme está em cartaz na galeria Luisa Strina, em São Paulo.
- As obras retratam paisagens movediças e evanescentes para refletir a impermanência do mundo.
- A exposição utiliza rios, estradas e cenários incertos para sugerir pontos de não retorno.
- A artista destaca que pontes representam relações, vínculos e conexões.
- Destaques da série incluem “O Céu Vai Virar Mar”, “A Montanha Invisível” e “Três Praias”, enfatizando derretimento e instabilidade.
A exposição da artista Marina Saleme está em cartaz na galeria Luisa Strina, em São Paulo, sob o título Ralo. A mostra apresenta paisagens que passam pela ideia de impermanência, com cenas que parecem estar prestes a desaparecer. O conjunto articula obra e atmosfera de fragilidade.
As obras sugerem que o mundo está em transformação contínua. Saleme aponta que não existe uma verdade única, apenas o ângulo de observação. Rios e estradas aparecem como símbolos de caminhos indefinidos e de retorno incerto.
A mostra propõe uma leitura sobre a instabilidade da natureza e da geopolítica. A artista associa o derretimento do cenário global a questionamentos da vida humana contemporânea, com cenários que parecem desvanecer.
Obras e leituras
Na tela O Céu Vai Virar Mar, um trecho de terra em tons rubros parece derreter ao longo da pintura, sugerindo dissolução. Em A Montanha Invisível, nuvens douradas escorrem sobre rochas, gerando um efeito de transformação.
Outras peças exploram pontes sobre mares e rios, como em Três Praias. Para Saleme, as pontes carregam significado metafórico de vínculos, relações e conexões que atravessam espaços.
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