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Erranças: Do Passo ao Descompasso transforma Museu Judaico em laboratório juvenil

Museu Judaico abre sala para residência de Edith Derdyk, virando laboratório de criação para jovens; inscrições vão de 1 a 12 de julho

‘Errâncias’ é um convite para acessar um laboratório de criação. Foto: Colagem de Thais Barroco com fotos de Fernando Siqueira/Divulgação e Edith Derdyk/Divulgação
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  • O Museu Judaico de São Paulo transforma o segundo subsolo em laboratório de criação com a residência “Errâncias: Do Passo ao Compasso”, de agosto a setembro, aberta ao público.
  • Jovens a partir de 16 anos participam do processo, que mistura mesas de trabalho, desenhos, fotografias, colagens e anotações em andamento.
  • O objetivo é oferecer reflexão sobre pertencimento, convivência e modos de habitar a cidade, com o espaço sendo construído diante dos visitantes.
  • As inscrições para a residência vão de 1º a 12 de julho, com oficinas abertas ao público aos sábados.
  • O MUJ abriga o maior acervo judaico da América Latina, resultado de doações, e o edifício é tombado pelo patrimônio estadual.

O Museu Judaico de São Paulo (MUJ) abriga um experimento artístico no segundo subsolo, com a residência coletiva Errâncias: Do Passo ao Compasso. Entre agosto e setembro, Edith Derdyk transforma o espaço em um laboratório aberto de criação. Jovens a partir de 16 anos participam sob a orientação da artista, escritora e educadora.

Durante a residência, não haverá obras finalizadas na parede. Mesas de trabalho, desenhos, fotografias, colagens e anotações ficarão expostos, mostrando o processo em tempo real para o público. A ideia é acompanhar trajetórias de pertencimento e convivência na cidade.

Edith explica que a cultura judaica enfatiza a palavra e o movimento; o MUJ guarda um acervo sobre migrações. O projeto busca estimular jovens a pensar quais objetos de casa vêm de outras terras e como a bagagem de cada um se transforma em deslocamentos.

Inscrições e atividades públicas

As inscrições para a residência ficam abertas de 1.º a 12 de julho. No período, o núcleo educativo do MUJ promove oficinas abertas ao público aos sábados, ampliando o alcance do projeto. O museu possui o maior acervo judaico da América Latina, resultante de doações.

O MUJ nasceu da iniciativa da sociedade civil e está instalado em prédio tombado pelo patrimônio estadual. A programação destaca o envolvimento de jovens e a reflexão sobre habitar a cidade, articulando memória, cultura e participação cidadã.

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