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Masp instala casa de madeira pintada à mão no vão livre

Masp inaugura Casa María Lionza, obra pintada à mão no vão livre, integrada a três exposições de artistas latino-americanas

Casa María Lionza, no vão livre do Masp
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  • O Masp abre três novas exposições de artistas latino-americanas — Carolina Caycedo, Regina José Galindo e Sol Calero — distribuídas entre salas internas e o Vão Livre.
  • Em Carolina Caycedo: Confluências, a mostra usa fotografia, instalação, vídeo, desenho e performance para investigar rios, comunidades e disputas sobre a água, a partir da experiência no rio Magdalena, na Colômbia.
  • A sala de vídeo apresenta Deportada (Todo lo que perdí), de Regina José Galindo, com registro da artista expondo violências sofridas por migrantes submetidos a políticas de deportação; a obra cruza vida de Cristina Cazales Pacheco, deportada dos EUA para o México.
  • No Vão Livre, Sol Calero estreia Casa María Lionza, instalação com cômodos, fachadas e paredes pintadas à mão, criada para o espaço e nomeada em referência à divindade venezuelana; o local terá atividades ao longo do mês, como a performance Atarraya, de Caycedo, aos sábados.
  • As exposições ficam no Masp, na Avenida Paulista, com horários e ingressos divulgados (entrada inteira de 85 reais para algumas atividades).

O Masp apresenta três exposições novas assinadas por artistas latino-americanas, reunindo perspectivas sobre território, violência, deslocamento e modos de habitar. As mostras ocupam o Vão Livre e salas do museu, até outubro deste ano.

A Casa María Lionza ganha destaque no Vão Livre. A obra de Sol Calero, venezuelana, é criada especialmente para o espaço e usa fachadas, cores, molduras e mosaicos pintados à mão. O público pode ver a instalação de portas e cômodos que evocam uma arquitetura popular latino-americana.

Casa María Lionza

A obra funciona como espaço de convivência e recebe apresentações ao longo do mês. Neste sábado, 4, a artista Carolina Caycedo apresenta a performance Atarraya, às 15h, convidando o público a sustentar coletivamente uma rede de pesca.

Carolina Caycedo: Confluências

A mostra da artista nascida em Londres e criada na Colômbia investiga as relações entre rios, comunidades e disputas pela água. Dialoga com o entorno do rio Magdalena e traz trabalhos do acervo do Masp, como a série Minha linhagem feminina da luta.

A Sala de Vídeo exibe a performance Deportada (Todo lo que perdí) da guatemalteca Regina José Galindo, em registro que usa o corpo para evidenciar violências contra migrantes submetidos a deportações. O trabalho dialoga com o tema de deslocamento e políticas migratórias.

Detalhes de cada espaço

No Vão Livre, a instalação de Calero permanece aberta ao público em horários regulares do museu. Acesso gratuito ao espaço de convivência, com atividades programadas durante o mês, incluindo oficinas e encontros artísticos.

A exposição Carolina Caycedo: Confluências fica no Masp, com datas que vão até 4 de outubro. Horários variam conforme o dia da semana, e há ingressos disponíveis via masp.org.br. A mostra oferece uma visão crítica sobre recursos hídricos e comunidades impactadas.

A Sala de Vídeo do Masp, com a obra de Regina José Galindo, permanece em cartaz até 23 de agosto. O espaço funciona nas mesmas frentes de horário do museu, com ingresso ativo para visitante.

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