- Exposição “American Icon: The US Flag in Art” na Galeria Nacional de Arte de Washington reúne cerca de trinta obras de artistas como Jasper Johns, Gordon Parks, Dorothea Lange, Faith Ringgold, Robert Frank e Childe Hassam, e integra as comemorações dos 250 anos da independência dos EUA.
- A mostra percorre obras criadas entre o fim do século dezenove e os dias atuais para mostrar como a bandeira foi reinterpretada ao longo da história do país.
- Entre os itens, destacam-se imagens que discutem patriotismo, identidade, guerra, imigração e as contradições da história americana, sem referências diretas a governos atuais.
- A exposição inclui uma peça de Jasper Johns que reduz a bandeira apenas à forma, além de registros de Dorothea Lange, Gordon Parks, Faith Ringgold, Sheila Pree Bright e Robert Frank que conectam a bandeira a momentos de transformação social.
- Completam o percurso uma instalação em vídeo de Holly Bass e a curadoria valoriza obras já do acervo permanente do museu, enfatizando a multiplicidade de leituras sobre o símbolo nacional.
A Galeria Nacional de Arte de Washington apresenta a mostra American Icon: The US Flag in Art, revisitando a bandeira americana ao longo de quase 250 anos. A exposição reúne cerca de 30 obras, entre pinturas, fotografias, gravuras, esculturas e vídeos, criadas entre o fim do século 19 e os dias atuais. Ela faz parte das celebrações dos 250 anos de independência dos Estados Unidos.
A mostra mostra como diferentes artistas reinterpretaram o símbolo em contextos diversos, discutindo patriotismo, identidade, guerra, imigração e a história do país. Entre os nomes, estão Jasper Johns, Gordon Parks, Dorothea Lange, Faith Ringgold, Robert Frank e Childe Hassam.
A curadoria destaca que o projeto nasceu da constatação de que muitas obras do acervo utilizam a bandeira. A ideia é observar como o símbolo dialoga com o momento histórico de cada artista, sem fazer apologia ao patriotismo.
Perspectivas históricas e pessoais
Entre as obras, a primeira traz uma leitura da liberdade durante a Guerra Civil, associada a uma transição social. A mostra também apresenta imagens de Dorothea Lange que remetem à Grande Depressão e ao deslocamento histórico.
Outra leitura é a de Gordon Parks, com uma fotografia que contrapõe a bandeira a uma cena de segregação racial, ressaltando tensões sociais nos EUA. Em 1967, Faith Ringgold transforma a bandeira em sinal de conflito e violência em sua composição The Flag Is Bleeding.
Abordagens formais e contemporâneas
A exposição inclui a leitura formal da bandeira por Jasper Johns, que remove as cores e mantém apenas estrelas e listras, convidando o público a redescobrir o símbolo. Leituras contemporâneas aparecem em projetos que coletam relatos de pertencimento, como a série de Sheila Pree Bright.
A curadora enfatiza que a mostra privilegia uma leitura histórica, memória familiar e experiência individual, sem associar as obras a governos atuais. Ao todo, as peças exploram a ligação entre símbolo nacional e memória coletiva.
A montagem também traz uma instalação em vídeo de Holly Bass, que utiliza discursos e escritos de mulheres negras para discutir identidade e história. A curadoria ressalta que o objetivo é oferecer uma visão plural da bandeira no imaginário americano.
A exibição permanece em cartaz na Galeria Nacional de Arte de Washington, convidando o público a entender o símbolo por meio de diversas vozes e épocas.
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