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Exposição da Tapeçaria de Bayeux gera controvérsia em Londres

Tapeçaria de Bayeux chega ao Museu Britânico, abrindo a primeira saída da França em mil anos, com ingressos esgotados e expectativa de arrecadação recorde

Tapeçaria conta conquista normanda da Inglaterra
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  • A Tapeçaria de Bayeux, do século XI, deixará a França pela primeira vez em 950 anos e chegará ao Museu Britânico, em Londres.
  • Ingressos esgotaram rapidamente; houve fila virtual de até nove horas e a exposição já arrecadou cerca de 2,5 milhões de libras.
  • A peça, com cerca de setenta metros, retrata a invasão normanda de Guilherme, o Conquistador, e a Batalha de Hastings; origem improvável, acredita-se que foi produzida por bordadeiras inglesas.
  • O empréstimo, anunciado em dois mil e dezoito, é visto como sinal de reaproximação entre França e Reino Unido após o Brexit; a mostra fica em cartaz até julho de dois mil e vinte e sete.
  • Para abrigar a tapeçaria, o museu instalou uma estrutura de vidro, a maior do tipo no mundo, e o transporte pelo Canal da Mancha deve ocorrer em segredo através do Eurotúnel.

A Tapeçaria de Bayeux chegou ao Museu Britânico, em Londres, pela primeira vez desde o século 11. A obra, de cerca de 70 metros, será exibida até julho de 2027, após um empréstimo anunciado em 2018 durante a visita de Emmanuel Macron ao Reino Unido.

Ingressos esgotaram rapidamente: a fila virtual chegou a 9 horas para algumas pessoas, segundo o The Guardian. O museu informou que já arrecadou 2,5 milhões de libras com a exposição, a maior da história da instituição.

A tapeçaria narra a invasão normanda da Inglaterra por Guilherme, o Conquistador, em 1066. A origem exata é incerta, com teorias sobre bordadeiras inglesas. O conjunto será exposto numa estrutura de vidro, a maior do mundo para esse tipo de exibição.

Contexto histórico e logística

O empréstimo é visto como sinal de aproximação entre França e Reino Unido, após o Brexit, e reflete o interesse global pela obra. A peça deixa a França pela primeira vez em quase mil anos, cruzando o Canal da Mancha pelo Eurotúnel.

A exposição abrirá em setembro e permanece no Britânico por aproximadamente um ano. Detalhes sobre a logística de transporte permanecem reservados, em função da fragilidade da peça de linho e lã.

A obra retrata desde a preparação da invasão até a Batalha de Hastings, incluindo a cena de Guilherme ferido por flecha. O público poderá observar a totalidade da tapeçaria e, ao mesmo tempo, aproximar-se de seus detalhes.

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