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Viagens espaciais retratadas por artistas que nascem da imaginação

Exposição de 50 anos do museu evidencia como a arte molda a percepção pública da exploração espacial, com obras de Rockwell, Alma Thomas e Rauschenberg

Michael Najjar’s piece entitled liquid gravity, from 2013.
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  • O Smithsonian National Air and Space Museum comemora cinquenta anos com uma exposição que mostra como a arte acompanhou a exploração espacial.
  • A coleção, que ganhou cerca de dois mil trabalhos da NASA, já soma mais de oito mil peças, com artistas como Alexander Calder, Henry Casselli, Annie Leibovitz, Norman Rockwell e Alma Thomas.
  • A mostra Flight and the Arts Center reúne parte dessa coleção para a celebração, incluindo itens icônicos como o módulo de comando Apollo 11 e o traje de Neil Armstrong.
  • A curadoria destaca o papel da arte em revelar a dimensão humana da aviação e da viagem espacial, além de comparar abordagens de Rockwell e Alma Thomas.
  • A exposição The Ascent of Rauschenberg: Reinventing the Art of Flight apresenta trinta obras de Robert Rauschenberg, incluindo o pequeno Moon Museum, que permanece na superfície lunar.

A mostra celebra o 50º aniversário do National Air and Space Museum, em Washington, ao reunir arte e exploração espacial. A curadoria mostra como a arte ampliou a compreensão do voo ao lado dos artefatos técnicos. A curadoria destaca a relação estreita entre ciência e expressão criativa.

Tudo começou com uma pintura de Bruce Stevenson de 1961, que homenageia o primeiro americano no espaço. A imagem motivou James Webb, então administrador da Nasa, a apoiar um programa de arte na agência. A ideia era trazer perspectivas artísticas sobre o cosmos.

De 1962 a 1974, o programa foi comandado por James Dean, que depois entrou para o Smithsonian como curador de arte. Ele transferiu cerca de 2 mil obras da Nasa ao museu, que hoje soma mais de 8 mil itens. A coleção inclui nomes como Calder, Leibovitz e Alma Thomas.

Na exposição de requalificação do Flight and the Arts Center, são exibidas obras que dialogam com itens clássicos do museu, como o módulo de comando Apollo 11 e o traje de Neil Armstrong. A curadoria enfatiza a dimensão humana da aviação além do aspecto técnico.

Entre as obras, destacam-se composições de Norman Rockwell, que retrospectivamente integrou o programa lunar em cenas realistas, e Alma Thomas, com pinturas que associam tecnologia a cores vibrantes. A mostra investiga como a imaginação moldou a percepção pública sobre o espaço.

A mostra temporária The Ascent of Rauschenberg: Reinventing the Art of Flight reúne 30 trabalhos do artista pop Robert Rauschenberg. Curadores ressaltam o uso de materiais de aviação e referências a Wright, Canaveral e a era espacial na construção das obras.

Rauschenberg colaborou com James Dean, recebendo materiais da Nasa para o estudo de voo. Entre as peças, destacam-se referências à engenharia aeronáutica, a prática de reutilizar componentes e a interpretação visual do voo noturno. Um objeto próximo do zero em tamanho, o Moon Museum, figura entre os artefatos exibidos.

A curadora Carolyn Russo explica que o voo nasceu da imaginação humana, e que a arte mostra como sentimos e vivemos o espaço. A mostra permanece no National Air and Space Museum, em Washington, DC, trazendo uma leitura diferente sobre a história da aviação e da exploração espacial.

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