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Entrevista com D’Angelo sobre Voodoo

D’Angelo elabora o álbum Voodoo em Electric Lady com Questlove, James Poyser e Pino Palladino, buscando o Soultronics e influências de Prince e James Brown

D’Angelo in 2000
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  • D’Angelo dedicou cinco anos ao desenvolvimento do segundo álbum, Voodoo, após o sucesso de Brown Sugar, em 1995, com produção no estúdio Electric Lady, em Nova York, ao lado de Questlove, James Poyser e Pino Palladino.
  • A ideia era criar um som livre de amarras comerciais, em uma “guerra” musical pela autenticidade, com a formação Soultronics e a ambição de colaborar com Prince.
  • As sessões começavam às 16h, com exibição de vídeos de apresentações de artistas influentes antes de tocar, em ambiente descrito como uma verdadeira escola de música, combinando disciplina e diversão.
  • Influências de Prince e James Brown aparecem na busca por grooves longos e sujos, misturando soul e hip‑hop e explorando faixas que fogem de melodias tradicionais.
  • O projeto resultou em 120 horas de música original, marcando Voodoo como marco do renascimento do soul e do hip‑hop e consolidando D’Angelo como figura central na cena, com grande impacto na música negra contemporânea.

D’Angelo, artista renomado da soul music, passou cinco anos desenvolvendo seu segundo álbum, Voodoo, após o sucesso de Brown Sugar em 1995. A produção ocorreu no estúdio Electric Lady, em Nova York, com a colaboração de Questlove, James Poyser e Pino Palladino. A intenção era criar um som que se libertasse das amarras comerciais, refletindo uma “guerra” musical pela autenticidade.

Durante o processo criativo, D’Angelo e sua equipe se inspiraram em ícones como Prince e James Brown, assistindo a vídeos de performances históricas. Voodoo é descrito como um álbum de grooves longos e sujos, que mistura soul e hip-hop. A estética sonora busca desafiar as convenções do gênero, com faixas que não necessariamente seguem melodias tradicionais.

Rotina de Criação

As sessões de gravação começavam às 16h, onde a equipe assistia a “treats” – vídeos de shows de artistas influentes – antes de começar a tocar. O ambiente era descrito como uma verdadeira escola de música, onde a disciplina e a diversão coexistiam. Questlove destacou que o trabalho foi tão intenso que poderia ser comparado a um curso universitário.

D’Angelo, que enfrentou desafios pessoais e profissionais após o sucesso inicial, encontrou na música uma forma de redescobrir sua paixão. Ele mencionou que, mesmo diante das dificuldades da indústria, a música sempre foi seu verdadeiro amor.

Influências e Colaborações

Voodoo também foi uma forma de D’Angelo se apresentar a Prince, com quem sonhava colaborar. A ambição de criar um som único e inovador levou a um processo de criação que resultou em 120 horas de música original, ainda não lançada. Essa busca pela autenticidade e inovação musical é o que define o álbum, que se tornou um marco na história da música negra contemporânea.

O impacto de Voodoo na cena musical foi imenso, consolidando D’Angelo como uma figura central no renascimento do soul e hip-hop, e mostrando que a música pode ser uma forma de resistência e expressão genuína.

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