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Empresário ligado a Elvis Presley sob controvérsia

Com pseudônimo e passado nebuloso, o coronel Tom Parker dominou a carreira de Elvis Presley, moldando escolhas, lucros e o destino do Rei do Rock

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  • O coronel Thomas Andrew Parker, empresário de Elvis Presley, tinha passado sombrio: diagnóstico de depressão aguda psicogênica e psicopatia constitucional durante o serviço militar e uso de um nome falso, Andreas van Kujik, ligado a suspeita de homicídio na Holanda.
  • Adotou o nome Tom Parker ao chegar aos Estados Unidos em 1929, trabalhou no circo e gerenciou artistas country antes de se tornar empresário de Elvis em 1955; o título de coronel era honorário.
  • Era inflexível e controlava tudo: selecionava músicas, aprovava roteiros de filmes, ditava amizades e pressionou Elvis a se casar com Priscilla Beaulieu em 1967.
  • Recebia cerca de cinquenta por cento de comissão do próprio Elvis, bem acima do padrão do setor, e tolerou o uso de barbitúricos e tranquilizantes por parte do cantor.
  • A relação de dependência persiste na visão da biógrafa Alanna Nash, que compara o vínculo a uma dinâmica de esposas abusadas; Elvis morreu em 16 de agosto de 1977, ainda sob influência do coronel.

O coronel Thomas Andrew Parker, empresário de Elvis Presley, escondeu um passado conturbado e uma identidade falsa. O homem que moldou o mito do Rei do Rock chegou aos EUA sob o nome de Andreas Cornelis van Kujik, um holandês com histórico no exército. Em 1933, após ser dispensado do serviço, Parker recebeu diagnóstico de depressão grave, psicopatia constitucional e psicose, segundo uma junta médica. A avaliação o descreveu como violento e instável, com potencial homicida.

Parker teria fugido da Holanda após suposta participação em crime passional envolvendo a esposa de um verdureiro. Na América, criou uma biografia que o colocava em Huntington, Virgínia Ocidental, e adotou o título de coronel como reconhecimento honorário. Trabalhou no circo e, nos anos 40, gerenciou cantores country antes de conhecer Elvis, em 1955.

O coronel nunca absorveu a humildade. Na RCA, orientava funcionários a serem afinados com ele, e tornou-se conhecido por decisões duras. A gestão de Parker incluía escolha de músicas, filmes e até casamento de Elvis, com pressão para a união com Priscilla Beaulieu em 1967. Sua influência sobre o cantor era abrangente e quase absoluta.

Ao longo da carreira, Parker cobrava elevados honorários, chegando a 50% dos ganhos de Elvis, bem acima da média do setor. Durante esse período, Elvis enfrentou dependência de medicamentos, que Parker não enfrentou com firmeza. A relação entre ambos permaneceu marcada por controle extremo arquitetado pelo empresário.

Em 1968, Elvis surpreendeu o público com o Natal no especial da NBC, apesar das insistências de Parker para a apresentação de Papai Noel. O desempenho ficou entre os melhores da sua trajetória, destacando a tensão entre artista e gestor. Anos depois, a biografa Alanna Nash aponta que Elvis vivia sob uma dinâmica de dependência semelhante à de vítimas de abusos.

A história de Parker permanece envolta em mistério. Em 1997, ele morreu em Las Vegas, sem ter sido enquadrado judicialmente por seus Passados. Não há consenso público sobre se houve homicídio direto ou apenas uma sequência de decisões que prejudicaram Elvis. O legado do coronel, no entanto, continua a dividir opiniões entre fãs e especialistas.

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