O ator Othon Bastos, com 72 anos de carreira, compartilha sua experiência inédita ao realizar um monólogo intitulado “Não Me Entrego, Não!”. Othon expressa que seu objetivo é transmitir esperança e alegria, evitando qualquer amargura. Para isso, ele colaborou com o diretor Flávio Marinho, que organizou mais de 600 páginas de reflexões do ator em […]
O ator Othon Bastos, com 72 anos de carreira, compartilha sua experiência inédita ao realizar um monólogo intitulado “Não Me Entrego, Não!”. Othon expressa que seu objetivo é transmitir esperança e alegria, evitando qualquer amargura. Para isso, ele colaborou com o diretor Flávio Marinho, que organizou mais de 600 páginas de reflexões do ator em blocos temáticos, resultando em um espetáculo otimista que conquistou o público.
Apesar do sucesso, Othon revela os desafios enfrentados, como a necessidade de treinar intensamente para sustentar uma apresentação de uma hora e meia. Ele admite que, embora tenha uma boa memória, o passar do tempo traz dificuldades, levando-o a pesquisar informações sobre sua própria trajetória. O ator destaca a diferença entre o cinema e o teatro, enfatizando a conexão única que o palco proporciona, criando uma verdadeira catarse coletiva.
Aos 91 anos, Othon reflete sobre o envelhecimento, afirmando que só envelhece quem desiste. Ele valoriza cada fase da vida e se orgulha de seus 58 anos de casamento e da carreira de seu filho. O ator critica o preconceito contra os idosos no Brasil, especialmente no meio artístico, e se propõe a transmitir seu aprendizado ao público, ressaltando que a arte é uma parte essencial de sua vida.
Othon também menciona a importância de agradecer diariamente e de compartilhar seu legado, comparando-se a uma árvore que produz frutos para os outros. Ele sente saudade do palco quando está fora de cartaz e reafirma seu compromisso com a arte, citando Mário Quintana: “não tenho paredes, só horizontes.”
Entre na conversa da comunidade