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North Korea exalta laços com Moscou em filme sobre a Guerra da Coreia

- A Coreia do Norte intensifica propaganda com filmes e programas de TV. - O filme "72 Horas" retrata os primeiros dias da Guerra da Coreia. - A produção culpa a Coreia do Sul pelo início do conflito. - A obra destaca a importância das relações com Moscovo. - O embaixador russo em Pyongyang elogia o filme, reforçando laços.

Os telespectadores da Coreia do Norte tiveram uma surpresa logo após o Dia de Ano Novo, com a exibição do filme “72 Horas” pela emissora estatal, conforme reportado pelo NK News. A produção retrata os primeiros três dias da Guerra da Coreia, apresentando a narrativa de que o conflito foi iniciado pelo “maligno Sul”. Na […]

Os telespectadores da Coreia do Norte tiveram uma surpresa logo após o Dia de Ano Novo, com a exibição do filme “72 Horas” pela emissora estatal, conforme reportado pelo NK News. A produção retrata os primeiros três dias da Guerra da Coreia, apresentando a narrativa de que o conflito foi iniciado pelo “maligno Sul”. Na realidade, a agressão inicial partiu do fundador da Coreia do Norte, Kim Il Sung.

O filme está repleto de mensagens de propaganda, destacando a importância das relações estreitas com Moscou. Essa conexão é enfatizada ao longo da trama, refletindo a política externa do regime norte-coreano. O embaixador russo em Pyongyang é um dos admiradores da obra, o que ressalta a relevância do filme no contexto das relações entre os dois países.

A produção parece servir não apenas como entretenimento, mas também como uma ferramenta de reforço ideológico, alinhando a narrativa histórica com os interesses políticos atuais da Coreia do Norte. A escolha do tema e a forma como a história é contada visam solidificar a imagem do governo e justificar suas ações no passado e no presente.

A exibição de “72 Horas” ilustra como o regime norte-coreano utiliza o cinema como um meio de propaganda, moldando a percepção pública sobre eventos históricos e promovendo a lealdade ao governo. Essa estratégia é comum em regimes autoritários, onde a narrativa oficial é frequentemente distorcida para atender aos objetivos políticos.

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