A nova produção cinematográfica “Maria”, estrelada por Angelina Jolie e dirigida por Pablo Larraín, retrata os últimos dias da icônica soprano Maria Callas, que faleceu em 1977. O filme, que faz parte da trilogia do diretor sobre mulheres influentes, explora a vida de Callas em Paris, marcada por problemas de saúde e dependência de medicamentos, […]
A nova produção cinematográfica “Maria”, estrelada por Angelina Jolie e dirigida por Pablo Larraín, retrata os últimos dias da icônica soprano Maria Callas, que faleceu em 1977. O filme, que faz parte da trilogia do diretor sobre mulheres influentes, explora a vida de Callas em Paris, marcada por problemas de saúde e dependência de medicamentos, além de suas desilusões amorosas, especialmente com Aristóteles Onassis. A estreia ocorreu no Festival de Veneza de 2024 e chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 16 de janeiro.
A produção destaca-se pela direção de arte luxuosa e pela fotografia de Edward Lachman, que utiliza diferentes formatos de filme, incluindo super 35mm e super-8. Jolie, que se dedicou intensamente ao papel, teve aulas de canto por sete meses e se recusou a ser dublada, buscando autenticidade nas cenas musicais. O roteiro, assinado por Steven Knight, apresenta uma narrativa que alterna entre os últimos dias de Callas e suas memórias, mas tem sido criticado por sua falta de profundidade na construção da personagem.
O figurinista Massimo Cantini Parrini foi responsável por recriar os trajes e joias luxuosas que marcaram a vida de Callas. Com um acervo impressionante, ele desenvolveu mais de 200 croquis e 60 trajes, incluindo réplicas de peças icônicas. A atriz também usou joias originais da soprano durante a première do filme, destacando a conexão entre a personagem e sua história.
Apesar de algumas qualidades técnicas, como a fotografia e o figurino, o filme tem recebido críticas mistas. A atuação de Jolie, embora tenha seus momentos, é vista por alguns como exagerada, e a narrativa não consegue capturar completamente a complexidade da vida de Callas. A expectativa é que “Maria” receba indicações em premiações, mas a recepção do público e da crítica pode variar, refletindo a dificuldade de traduzir a grandeza de uma figura tão emblemática em uma obra cinematográfica.
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