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Festa do Cristo Negro de Esquipulas une famílias migrantes em Minnesota e Guatemala

- A comunidade guatemalteca em Worthington celebrou o Black Christ de Esquipulas, simbolizando resistência. - A celebração ocorreu em meio a incertezas sobre políticas de imigração nos EUA, gerando esperança. - A réplica do Black Christ foi trazida de Guatemala, custando cerca de R$ 40 mil. - A festa incluiu danças tradicionais e a presença de marimbas, essenciais para a cultura guatemalteca. - A celebração fortalece laços culturais e religiosos, unindo migrantes e cidadãos americanos.

Em Worthington, Minnesota, centenas de fiéis guatemaltecos se reuniram na igreja católica local para celebrar o festival em honra ao Cristo Negro de Esquipulas, uma tradição que une a comunidade migrante. O evento ocorre em um momento de incerteza devido a uma iminente repressão à imigração nos Estados Unidos. A celebração contou com a presença […]

Em Worthington, Minnesota, centenas de fiéis guatemaltecos se reuniram na igreja católica local para celebrar o festival em honra ao Cristo Negro de Esquipulas, uma tradição que une a comunidade migrante. O evento ocorre em um momento de incerteza devido a uma iminente repressão à imigração nos Estados Unidos. A celebração contou com a presença de uma réplica da estátua do Cristo, que foi trazida de Guatemala, além de marimbas, instrumentos essenciais para a festividade. Lucas López, um dos organizadores, destacou que “o Cristo Negro de Esquipulas veio de avião, cruzando fronteiras como nós”.

Durante a missa inaugural, López e sua esposa, María Ramírez, lideraram uma dança tradicional, expressando a alegria de compartilhar sua cultura e a busca pelo sonho americano. O evento também simboliza a luta e a resiliência da comunidade, que inclui imigrantes indocumentados e cidadãos americanos. A festividade, que ocorre a milhares de quilômetros de sua terra natal, é uma forma de manter vivas as tradições e fortalecer os laços familiares, mesmo à distância.

A imagem do Cristo Negro, venerada desde o século XVI, é um símbolo de identidade e resistência para muitos na comunidade. Douglass Sullivan-González, professor de história, observou que a imagem está entrelaçada com a política moderna da América Central, refletindo questões de direitos indígenas e guerras civis. Em Worthington, a celebração é marcada por um sentimento de gratidão por terem chegado aos Estados Unidos, misturado à nostalgia por suas raízes.

Os organizadores do evento, como Sergio e Dilma Pérez, trabalharam arduamente para arrecadar os quase R$ 40 mil necessários para trazer a estátua e os instrumentos. A festividade não apenas celebra a fé, mas também busca manter as tradições vivas para as futuras gerações. A comunidade, que é predominantemente composta por estudantes de cor, está se adaptando a um ambiente multicultural, enquanto as celebrações continuam a fortalecer a identidade guatemalteca em solo americano.

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