A cantora Maricenne Costa, nascida Maria Ignez Senne Costa em Cruzeiro (SP) em 3 de dezembro de 1935, faleceu aos 89 anos em São Caetano do Sul (SP) na noite de 18 de janeiro de 2025, após uma longa luta contra a doença de Alzheimer. A informação foi confirmada por sua irmã, Elisabeth Sene-Costa. O […]
A cantora Maricenne Costa, nascida Maria Ignez Senne Costa em Cruzeiro (SP) em 3 de dezembro de 1935, faleceu aos 89 anos em São Caetano do Sul (SP) na noite de 18 de janeiro de 2025, após uma longa luta contra a doença de Alzheimer. A informação foi confirmada por sua irmã, Elisabeth Sene-Costa. O velório ocorreu no dia seguinte, 19 de janeiro. Maricenne, que encantou o ícone da bossa nova João Gilberto, teve uma carreira marcada por importantes colaborações, incluindo o lançamento da primeira gravação de Chico Buarque em 1964.
Maricenne começou sua trajetória musical ao vencer o concurso A voz de ouro do Brasil em 1958, o que a projetou nacionalmente. Sua estreia fonográfica foi com o single “Quem sou eu” e “O amor morre no olhar”. Embora não tenha alcançado grande popularidade, a artista era respeitada no meio musical e se apresentou em casas renomadas, como o Estopim, em São Paulo. Sua carreira foi marcada por um estilo moderno e um gosto refinado, além de colaborações com músicos de destaque.
Durante a década de 1970, Maricenne ficou afastada dos estúdios, mas retornou em 1980 com seu primeiro álbum. Sua inquietude artística a levou a explorar diferentes gêneros, incluindo uma incursão no punk em 1992 e um trabalho de pesquisa sobre a música do início do século XX em 1999. Em 2005, lançou “Movimento circular”, que incluía regravações de artistas renomados e a canção que lançou Chico Buarque.
Antes de sua partida, Maricenne Costa utilizou sua “voz colorida” para resgatar um repertório sofisticado, refletindo uma parte importante da história musical brasileira. Sua contribuição à música e ao teatro permanece viva na memória de seus admiradores e na história da bossa nova.
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