Jules Feiffer, cartunista e dramaturgo americano, faleceu na sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, em sua casa em Richfield Springs, Nova York, aos 95 anos, devido a insuficiência cardíaca congestiva. Reconhecido por sua visão crítica e generosa da humanidade, Feiffer se destacou no universo das artes gráficas e da cultura pop, equilibrando humor ácido com […]
Jules Feiffer, cartunista e dramaturgo americano, faleceu na sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, em sua casa em Richfield Springs, Nova York, aos 95 anos, devido a insuficiência cardíaca congestiva. Reconhecido por sua visão crítica e generosa da humanidade, Feiffer se destacou no universo das artes gráficas e da cultura pop, equilibrando humor ácido com reflexões profundas sobre a vida cotidiana.
Sua carreira começou aos 17 anos como assistente de Will Eisner, onde aprendeu a arte dos quadrinhos. Em 1956, Feiffer se uniu ao Village Voice, onde suas tiras ganharam notoriedade, especialmente a famosa “bailarina”. Com a distribuição de suas obras para centenas de jornais, sua influência se expandiu para o teatro, cinema e literatura, com títulos como O Homem no Teto e Pequenos Assassinatos.
Feiffer abordou temas como relações humanas, política e a vida urbana, sempre com um olhar crítico sobre as neuroses da sociedade moderna. Seu trabalho influenciou artistas como Woody Allen e, mesmo aos 85 anos, ele lançou sua primeira graphic novel, Mate Minha Mãe, que mescla humor e noir. O filme Ânsia de Amar, escrito por ele, é um retrato relevante da masculinidade tóxica.
Apesar de seu legado significativo, grande parte da obra de Feiffer permanece inédita em português e muitos de seus títulos em inglês estão fora de catálogo. Sua contribuição à crítica social e ao humor inteligente deixa um convite para que continuemos a questionar o mundo com um sorriso.
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