Desde a estreia do filme “Ainda estou aqui”, turistas têm visitado um casarão na esquina da Rua Roquete Pinto com a Avenida João Luiz Alves, na Urca, Rio de Janeiro. O imóvel é um dos principais cenários da obra dirigida por Walter Salles, que recebeu três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz […]
Desde a estreia do filme “Ainda estou aqui”, turistas têm visitado um casarão na esquina da Rua Roquete Pinto com a Avenida João Luiz Alves, na Urca, Rio de Janeiro. O imóvel é um dos principais cenários da obra dirigida por Walter Salles, que recebeu três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz para Fernanda Torres. No longa, Fernanda interpreta Eunice Paiva, que enfrenta a dor da perda de seu marido, Rubens Paiva, durante a ditadura militar.
A casa, que retrata o lar da família Paiva, tornou-se um ponto turístico para amantes do cinema. Camila Leal Ferreira, coordenadora de produção, destaca a escolha simbólica do local, que reflete a alegria e a tristeza da história real contada no livro de Marcelo Rubens Paiva. Camila também relembra como, em 2021, buscou a casa ideal para as filmagens, panfletando no Leblon e contando com a ajuda de amigos e do próprio diretor.
Atualmente, o imóvel de 500 metros quadrados está à venda por R$ 13,9 milhões e apresenta um visual contemporâneo, com uma piscina e uma nova escadaria de vidro. Durante as filmagens, outros locais do Rio também foram recriados, como a Confeitaria Manon, que foi adaptada para parecer uma lanchonete de Ipanema, e a Livraria Argumento, que foi reconstituída no Leblon.
As filmagens ocorreram em diversos bairros, trazendo à vida a história da família Paiva. Camila observa que a narrativa do filme é também uma representação do Rio de Janeiro, ressaltando a complexidade e a beleza da cidade. A produção buscou capturar a essência do passado, refletindo a dor da perda e as memórias da família em um contexto histórico significativo.
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