A presidente e diretora do Louvre, Laurence des Cars, alertou sobre a deterioração do maior museu do mundo, citando problemas como infiltrações de água e oscilações de temperatura que ameaçam a preservação das obras. Em uma nota enviada à ministra da Cultura, Rachida Dati, des Cars destacou a “multiplicação de danos em espaços deteriorados” e […]
A presidente e diretora do Louvre, Laurence des Cars, alertou sobre a deterioração do maior museu do mundo, citando problemas como infiltrações de água e oscilações de temperatura que ameaçam a preservação das obras. Em uma nota enviada à ministra da Cultura, Rachida Dati, des Cars destacou a “multiplicação de danos em espaços deteriorados” e equipamentos técnicos “obsoletos”. Durante o lançamento de uma nova exposição, ela enfatizou a importância de conscientizar sobre essas questões.
Embora a sala da Mona Lisa não tenha sido afetada, outras áreas, como a ala Sully, enfrentam sérios problemas. Em novembro de 2023, uma exposição sobre Claude Gillot foi fechada devido a uma inundação. O Palácio do Eliseu confirmou que o presidente Emmanuel Macron foi informado sobre a situação e que se pronunciará em breve. A nota de des Cars também menciona a pirâmide de vidro, considerada “estruturalmente defasada”, que não suporta a demanda crescente de visitantes.
Além disso, a falta de espaços adequados para descanso e alimentação, bem como banheiros abaixo dos padrões internacionais, agrava a situação. Christian Galani, do sindicato CGT, afirmou que “não passa um dia sem que se veja a degradação do edifício”, mencionando problemas como pintura descascando e cortes de energia. Ele também destacou que mais de 200 empregos foram cortados nos últimos dez anos, afetando as condições de trabalho.
O Louvre, como muitas instituições públicas, enfrenta desafios financeiros e depende cada vez mais de recursos próprios, incluindo a privatização de espaços e patrocínios. O museu realizará um jantar de arrecadação de fundos em 4 de março, buscando atrair celebridades e aumentar sua receita.
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