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Maria Fernanda Cândido estreia monólogo inspirado na obra de Clarice Lispector

- Maria Fernanda Cândido retorna ao Brasil após seis anos em Paris, focando na literatura. - A peça "Balada Acima do Abismo" estreia no novo Teatro-D-Jaraguá em São Paulo. - O espetáculo é uma colagem de textos de Clarice Lispector, celebrando sua obra. - Cândido compartilha o palco com a pianista Sonia Rubinsky, unindo música e literatura. - A recepção da obra de Lispector na França destaca seu impacto cultural e feminista.

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Maria Fernanda Cândido, após seis anos em Paris, retorna ao Brasil e se dedica a ensaios no Teatro-D-Jaraguá, onde estreia o monólogo “Balada Acima do Abismo”. A peça, que combina textos de Clarice Lispector, reflete sobre a beleza e a literatura, temas que a atriz considera fundamentais. “A beleza é sempre positiva, é uma moeda […]

Maria Fernanda Cândido, após seis anos em Paris, retorna ao Brasil e se dedica a ensaios no Teatro-D-Jaraguá, onde estreia o monólogo “Balada Acima do Abismo”. A peça, que combina textos de Clarice Lispector, reflete sobre a beleza e a literatura, temas que a atriz considera fundamentais. “A beleza é sempre positiva, é uma moeda mundial”, afirma Cândido, que aos 50 anos ignora a pressão estética contemporânea.

O espetáculo, que será apresentado em português, é resultado de um projeto iniciado há quatro anos em Paris, em homenagem ao centenário de Lispector. A atriz destaca o crescente interesse pela obra da escritora entre jovens franceses, ressaltando que “quando muda a língua, tudo muda”. A dramaturgia, escrita por Catarina Brandão, explora contos como “A Repartição dos Pães” e “Restos de Carnaval”, entrelaçando biografia e ficção.

Cândido divide o palco com a pianista Sonia Rubinsky, que traz uma trilha sonora conectada aos textos de Lispector. Rubinsky, vencedora do Grammy Latino, tocará obras de Heitor Villa-Lobos e Sergei Rachmaninov, criando uma atmosfera que complementa a fluidez das palavras da autora. A atriz, que também atuou em uma adaptação cinematográfica de Lispector, vê a peça como uma extensão de sua busca pelo sentido da vida.

A inauguração do Teatro D-Jaraguá, que possui capacidade para 260 pessoas, marca um retorno ao espaço cultural que havia sido fechado. A recepção da obra de Lispector na França, impulsionada por críticas feministas, é um tema relevante, com pesquisadores como João Camillo Penna destacando a importância do feminismo francês na leitura da autora. A peça, que se apresenta até 9 de fevereiro, promete reacender o debate sobre a influência de Lispector na literatura contemporânea.

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