A repercussão do “surubão” da Pedra do Arpoador, ocorrido na virada do réveillon 2025, ainda ressoa entre os cariocas. Durante o ensaio do bloco Vem Cá Minha Flor, realizado no Parque das Crianças, no Aterro do Flamengo, a fantasia de Wagner Batista e Rafael Monteagudo se destacou. Os foliões foram abordados pela dupla, que buscava […]
A repercussão do “surubão” da Pedra do Arpoador, ocorrido na virada do réveillon 2025, ainda ressoa entre os cariocas. Durante o ensaio do bloco Vem Cá Minha Flor, realizado no Parque das Crianças, no Aterro do Flamengo, a fantasia de Wagner Batista e Rafael Monteagudo se destacou. Os foliões foram abordados pela dupla, que buscava evidências de práticas de sexo ao ar livre, inspirados pelo evento polêmico. “A ideia surgiu, obviamente, desse fato real. Todo ano a gente busca fazer uma fantasia que é uma crônica cultural ou política da nossa sociedade”, explicou Rafael.
Outras foliãs, Cristiana Diniz e Paola Pavão, também trouxeram críticas sociais em suas fantasias. Elas se referiam à família Bolsonaro, retratando a situação em que Eduardo Bolsonaro foi “barrado no baile” durante a posse do novo presidente dos EUA, Donald Trump. “O Carnaval estava ficando sem graça, pois estava virando só ‘fantasia de bonita’. O mais legal é criar a fantasia naquela mesma semana”, comentou Paola, ressaltando a importância de abordar temas atuais.
A posse de Trump foi um ponto central para a criatividade das fantasias. Paola destacou a figura de Melania Trump, que, segundo ela, parecia submissa e comparou-a à personagem da série O Conto da Aia. “É simbólico”, afirmou, enquanto vestia um boné com o lema “Make America Great Again”, representando a campanha do presidente americano.
Essas intervenções no Carnaval refletem uma tradição de crítica social e cultural, onde os foliões utilizam a festividade para expressar suas opiniões e ironias sobre a realidade política. O bloco Vem Cá Minha Flor, assim como outros, mantém viva essa prática, transformando o Carnaval em um espaço de reflexão e protesto.
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