O filme Ainda Estou Aqui, indicado ao Oscar em três categorias e vencedor do Globo de Ouro de melhor atriz de drama para Fernanda Torres, é baseado na obra homônima de Marcelo Rubens Paiva, que retrata a prisão e morte de seu pai, o ex-deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar em 1971. A produção […]
O filme Ainda Estou Aqui, indicado ao Oscar em três categorias e vencedor do Globo de Ouro de melhor atriz de drama para Fernanda Torres, é baseado na obra homônima de Marcelo Rubens Paiva, que retrata a prisão e morte de seu pai, o ex-deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar em 1971. A produção destaca uma trilha sonora composta exclusivamente por músicas da época, que tem sido redescoberta por novas gerações, inclusive fora do Brasil. Em entrevista, Paiva ressaltou a importância da música em sua casa, mencionando que o Brasil vivia um momento de efervescência na MPB e no rock, apesar da censura.
A escolha da trilha sonora, segundo Paiva, foi fundamental para a narrativa do filme, que capta a atmosfera do período. Ele elogiou a inclusão de artistas como Erasmo Carlos e Tom Zé, que refletem a resistência cultural da época. O filme, dirigido por Walter Salles, utiliza a música para intensificar a angústia da trama, com canções que surgem em momentos chave, como a de Caetano Veloso, que ecoa o medo e a repressão vividos pelas famílias dos desaparecidos políticos.
A crítica aponta que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood poderia ter reconhecido mais aspectos do filme, especialmente sua trilha sonora, que é uma parte essencial da narrativa. O ano de 1971, marcado por violências da ditadura, é retratado com uma trilha que, embora não original, é profundamente significativa. A música, ao invés de ser um mero pano de fundo, atua como um elemento que reforça a mensagem do filme, trazendo à tona a resistência e a luta cultural.
Por fim, a produção é elogiada por sua capacidade de apresentar a música brasileira como um símbolo de resistência. Com artistas como Gilberto Gil, Tim Maia e Gal Costa, o filme não apenas narra uma história de dor, mas também celebra a riqueza musical de um período sombrio da história do Brasil, mostrando que a arte sempre encontrou formas de resistir e se reinventar.
Entre na conversa da comunidade