A última vez que o Brasil parou para assistir a uma telenovela foi em 2012, quando a então presidenta Dilma Rousseff cancelou um evento para não competir com a audiência do final de “Avenida Brasil”. Desde então, a situação mudou drasticamente. A Globo, tradicional produtora de telenovelas, enfrenta dificuldades com seus lançamentos recentes e recorre […]
A última vez que o Brasil parou para assistir a uma telenovela foi em 2012, quando a então presidenta Dilma Rousseff cancelou um evento para não competir com a audiência do final de “Avenida Brasil”. Desde então, a situação mudou drasticamente. A Globo, tradicional produtora de telenovelas, enfrenta dificuldades com seus lançamentos recentes e recorre a remakes que evocam a nostalgia do público. Mauro Alencar, especialista em teledramaturgia, afirma que “é o fim de uma era”, sugerindo que a emissora deve investir mais em streaming, que é a tendência atual.
As telenovelas brasileiras, que sempre foram um produto cultural de sucesso, agora competem com plataformas como Netflix e Disney+. A diretora Maria de Médicis, que estreia “Beleza Fatal” na Max, destaca que a nova produção busca retornar às raízes do gênero, que é o melodrama. A série, que aborda temas como cirurgia estética e traição, conta com atrizes renomadas como Camila Queiroz e Camila Pitanga. O pré-lançamento teve grande repercussão, com tapete vermelho em São Paulo.
As plataformas de streaming estão investindo no gênero, mas ainda enfrentam desafios para replicar a eficiência da Globo. As telenovelas tradicionais eram produzidas quase em tempo real, permitindo ajustes conforme a audiência. Agora, com todos os episódios disponíveis de uma vez, a dinâmica mudou. De Médicis observa que, apesar da qualidade das produções, ainda há um caminho a percorrer para alcançar a agilidade das telenovelas convencionais.
O alcance das telenovelas também se transformou. “Beleza Fatal” será exibida simultaneamente em vários países, incluindo os Estados Unidos. Desde que a Globo introduziu o gênero no streaming em 2015, com “Verdades Secretas”, as telenovelas têm conquistado novos públicos. No entanto, a competição aumentou com a popularidade de produções turcas e asiáticas. Apesar da queda nas audiências da TV tradicional, De Médicis acredita que ambos os formatos podem coexistir, já que muitos brasileiros ainda dependem da televisão.
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