Os dinossauros do rock progressivo, como o Yes, dominaram a cena musical entre o final da década de 60 e a primeira metade dos anos 70. Apesar de venderem milhões de discos e lotarem estádios, enfrentaram forte resistência da crítica, que considerava suas músicas longas e pretensiosas. Enquanto artistas como David Bowie e Iggy Pop […]
Os dinossauros do rock progressivo, como o Yes, dominaram a cena musical entre o final da década de 60 e a primeira metade dos anos 70. Apesar de venderem milhões de discos e lotarem estádios, enfrentaram forte resistência da crítica, que considerava suas músicas longas e pretensiosas. Enquanto artistas como David Bowie e Iggy Pop recebiam aplausos, bandas progressivas eram frequentemente desdenhadas, especialmente com a ascensão do punk, que se opunha ao estilo elaborado do rock progressivo.
O Yes, um dos grupos mais emblemáticos do gênero, tornou-se alvo preferido dos críticos, especialmente após o surgimento do punk, que promovia canções curtas e diretas. No entanto, a banda não desapareceu e continua a fazer turnês, mesmo sem membros originais. Em março de 2024, o Yes relançará seu álbum Close to the Edge, de 1972, em uma edição luxuosa que inclui faixas raras e um show da turnê.
A formação que gravou Close to the Edge é considerada a melhor pelos fãs, com Jon Anderson nos vocais, Chris Squire no baixo, Steve Howe nas guitarras, Rick Wakeman nos teclados e Bill Bruford na bateria. O álbum é famoso pela faixa-título, que possui quase 20 minutos e destaca um solo de órgão gravado em uma catedral. Os temas líricos, inspirados por Hermann Hesse, refletem uma profundidade que contrasta com a simplicidade do punk.
O relançamento de Close to the Edge evidencia que ainda há um público que valoriza a era dos dinossauros do rock progressivo. Essa nostalgia é um testemunho da influência duradoura do Yes, cuja obra-prima continua a ser celebrada, mesmo diante da crítica que a considerava uma página virada na história do rock.
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