Ali (Ekin Koç), protagonista do suspense The Things You Kill, enfrenta uma série de crises pessoais: seu casamento com Hazar (Hazar Ergüçlü) está em frangalhos, seu jardim se transforma em deserto e sua mãe acaba de falecer. O filme, dirigido por Alireza Khatami e aclamado no Festival de Sundance, explora a morte sob diversas perspectivas, […]
Ali (Ekin Koç), protagonista do suspense The Things You Kill, enfrenta uma série de crises pessoais: seu casamento com Hazar (Hazar Ergüçlü) está em frangalhos, seu jardim se transforma em deserto e sua mãe acaba de falecer. O filme, dirigido por Alireza Khatami e aclamado no Festival de Sundance, explora a morte sob diversas perspectivas, sugerindo que ela pode ser tanto um fim quanto uma troca. Ali, professor de linguística, reflete sobre a etimologia da palavra “tradução”, que em turco se relaciona ao termo “matar”, indicando que a substituição de algo pode estar ligada ao seu encerramento.
A narrativa se complica quando Ali começa a suspeitar que a morte de sua mãe não foi acidental, o que provoca uma transformação em sua personalidade. Sua decência se transforma em ira, especialmente em um momento em que Hazar lida com a tristeza pela incapacidade de conceber. Paralelamente, o reitor da universidade informa que sua classe pode não continuar no próximo semestre. A única luz em meio ao caos é a chegada de Reza (Erkan Kolçak Köstendil), um jardineiro que se torna amigo de Ali e começa a trabalhar em seu jardim, trazendo uma nova dinâmica à história.
Khatami mantém um controle de tom que instiga a dúvida sobre a natureza de Reza, que pode ser uma aparição ou um espírito. O filme não apresenta elementos sobrenaturais explícitos, mas cria uma atmosfera de incerteza. Após um ato de vingança, Reza assume o lugar de Ali, levando a uma mudança drástica na dinâmica entre os personagens. Essa troca de papéis provoca questionamentos sobre a identidade e a natureza do ser, refletindo sobre como as circunstâncias moldam nosso comportamento.
The Things You Kill sugere que a vida é repleta de incertezas e potencial, navegando entre momentos de calma e de desespero. O roteiro não oferece respostas definitivas, mas sim uma reflexão sobre a fluidez da identidade e o impacto das experiências na vida de cada um. O filme, com duração de 1h53, é uma obra que provoca inquietação e reflexão, destacando a complexidade da existência humana.
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